Caio
O futebol sempre teve a tática da moda. Antigamente era o 4-2-2-2, depois 3 zagueiros, posteriormente 4-4-2 com os meias em linha e por fim o 4-2-3-1 e 4-3-3, dependendo se o time jogava com um armador adiantado ou não.
Porém, de um tempo pra cá tudo se transformou nesse jogo de posição, onde os times atacam de uma forma e defendem de outra. O jogo atual é extremamente chato, com essa saída de 3 + 1 e o resto do time todo enfiado na intermediária adversária pra frente. Fica esse toca daqui, toca de lá, até acharem um ponta mais livre pra tentar o drible. Pior ainda é quando o time é limitado ou acomodado, como o do Dorival era, e fica rodando a bola em U o jogo todo. Diniz tem ideias diferentes, os jogadores dele não guardam posição no ataque e eu estou curioso pra ver se vai funcionar no Corinthians.
em Bate-Papo da Torcida > OFF - Futebol Moderno e Champions league são chatos e sem brilho
Em resposta ao tópico:
Dado a toda a onda de opiniões sobre o Diniz e sua possibilidade de implementar seu estilo de jogo ''suicida'' e diferente aqui, me peguei em uma boa reflexão assistindo a chamada ''nata do futebol mundial''.
Como amante do esporte, assisto futebol desde o início dos 90 e posso dizer que peguei o final da ''era de ouro'' do futebol mundial, época de ouro dos times brasileiros, sulamericanos, europeus e uma era onde até seleções sem tradição como Romênia, Dinamarca, Colombia e Bulgária conseguiam produzir jogadores fantásticos e ótimos times.
Futebol evoluiu de fato, enormemente em condicionamento físico, tática, preparação, parte medicinal e fisioterapêutica porém perdeu a essência do improviso, do drible e dos chutes de média/longa distância.
Existem jogadores habilidosos ainda jogando em seleções e nos times mais endinheirados do mundo, tal como PSG, Bayern, Barcelona, Liverpool? Sim, porém são podados pelo culto ao físico, a corrida e a falta do pensar no futebol moderno.
Hoje mesmo, tal como ontem peguei pra ver jogos do Bayern/Real Madrid e embora o time alemão jogue um bom futebol, a engrenagem é podada para ser algo funcional e mecânico, não existe o meia pensante que tira o coelho da cartola a nível Zidane, Riquelme, Ronaldinho, entre outros, tudo é um relógio de alto desempenho..
É um fato estatístico que mundialmente menos jogadores tentam o driblem durante 90 minutos de jogo.
Também é um fato estatístico que mundialmente menos jogadores tentam chutes de média/longa distância
Aqui na América do sul ainda temos um resquício em extinção de meias criativos e dribladores, mas a partir do momento que estes são comprados por clubes europeus, estes ganham massa muscular, são doutrinados taticamente e perdem o individualismo.
Para quem é dá antiga e já viu o futebol em seu último auge romântico do início dos anos 2000, recomendo esse vídeo, que incluso inclui trechos de entrevistas de craques do passado como o Henry comentando descontentamento com o futebol moderno.
Acho engraçado o fato de que tal como aqui no Brasil e América do Sul existe um consenso de falência do futebol geral, com exceção do último gênio que foi o Messi, até na Europa com toda a arrogância que possuem, os jogadores do passado concordam que independente da grana e ''bom jogo'' dos super times bilionários de champions league, o esporte em si ficou previsível entre atletas de alto desempenho.
Não ironicamente o Brasil a nível de seleção que nunca lidou com compromisso tático equilibrado mas sim potencialização de individualidades, morreu como seleção após os jogadores terem perdido a possibilidade de drible, imprevisibilidade e o pensar de ações em campo...
