Eric Nagao
Por mais tópicos lúcidos como esse.
Condicionar o investimento a eleição soa muito mais como interesse próprio do que em benefício do clube. Se ganhar a eleição e conseguir injetar essa grana dentro da lei e de maneira sustentável, terá o nosso respeito. Se perder a eleição e conseguir injetar essa grana de forma que não seja espoliada entre a alta cúpula dos conselheiros e dentro da lei, acho que merece ainda mais respeito.
Mas da forma como foi apresentado lembra muito a MSI (com a diferença de que não tem um magnata bilionário da máfia internacional por trás, ou pelo menos parece não ter).
Enfim... Uma esperança mínima de que seja real, mas com praticamente certeza de que não é.
em Bate-Papo da Torcida > 💰 US$ 1 bilhão da GSP: promessa ou ilusão?
Em resposta ao tópico:
Torcida, muita gente ficou impactada com o anúncio feito pela GSP Bank (razão social GSP Banco de Fomento Mercantil Ltda, CNPJ 12.996.538/0001-87) prometendo um aporte de US$ 1 bilhão no Corinthians caso o candidato apoiado por eles vença a eleição.
Mas será que isso é viável? Vamos analisar com calma, porque a Fiel merece a verdade.
🔎 Quem é a GSP?
Apesar do nome fantasia “Bank”, não é banco autorizado pelo Banco Central.
A atividade registrada é de fomento mercantil (factoring), que significa comprar e administrar recebíveis de empresas.
Ou seja: não capta depósitos, não empresta como banco e não está sob supervisão do Bacen.
📊 O que dizem os números
A empresa declara um capital social de R$ 6,5 bilhões nos cadastros da Receita/Junta Comercial.
Mas atenção: capital social em contrato ≠ dinheiro em caixa. Pode estar apenas no papel, sem estar integralizado.
Estimativas de mercado mostram porte pequeno, com algo entre 1 e 20 funcionários.
A GSP até tentou abrir uma subsidiária em Londres, mas a empresa foi dissolvida em 2020.
Transparência financeira
Não há demonstrações financeiras auditadas públicas (como exigido de quem promete bilhões).
Alguns relatórios aparecem em jornais oficiais, mas sem auditor independente, o que não dá segurança.
Também não há histórico público de operações de grande escala no Brasil ou fora dele.
Sobre o aporte ao Timão
O anúncio de US$ 1 bilhão foi feito em coletiva, mas sem prova de fundos bancária, sem escrow e sem documento oficial que demonstre origem do dinheiro.
O aporte está condicionado ao resultado da eleição, ou seja, é promessa política, não contrato assinado.
Conclusão
Hoje, a promessa de US$ 1 bilhão soa mais como estratégia eleitoral do que realidade financeira.
Sem provas concretas, é apenas um bilhão de papel.
👉 Cabe a nós, Fiel, cobrar seriedade e transparência. O Corinthians não pode ser usado como palco de promessas sem lastro.
