Sergio Negao
Torcida, muita gente ficou impactada com o anúncio feito pela GSP Bank (razão social GSP Banco de Fomento Mercantil Ltda, CNPJ 12.996.538/0001-87) prometendo um aporte de US$ 1 bilhão no Corinthians caso o candidato apoiado por eles vença a eleição.
Mas será que isso é viável? Vamos analisar com calma, porque a Fiel merece a verdade.
🔎 Quem é a GSP?
Apesar do nome fantasia “Bank”, não é banco autorizado pelo Banco Central.
A atividade registrada é de fomento mercantil (factoring), que significa comprar e administrar recebíveis de empresas.
Ou seja: não capta depósitos, não empresta como banco e não está sob supervisão do Bacen.
📊 O que dizem os números
A empresa declara um capital social de R$ 6,5 bilhões nos cadastros da Receita/Junta Comercial.
Mas atenção: capital social em contrato ≠ dinheiro em caixa. Pode estar apenas no papel, sem estar integralizado.
Estimativas de mercado mostram porte pequeno, com algo entre 1 e 20 funcionários.
A GSP até tentou abrir uma subsidiária em Londres, mas a empresa foi dissolvida em 2020.
Transparência financeira
Não há demonstrações financeiras auditadas públicas (como exigido de quem promete bilhões).
Alguns relatórios aparecem em jornais oficiais, mas sem auditor independente, o que não dá segurança.
Também não há histórico público de operações de grande escala no Brasil ou fora dele.
Sobre o aporte ao Timão
O anúncio de US$ 1 bilhão foi feito em coletiva, mas sem prova de fundos bancária, sem escrow e sem documento oficial que demonstre origem do dinheiro.
O aporte está condicionado ao resultado da eleição, ou seja, é promessa política, não contrato assinado.
Conclusão
Hoje, a promessa de US$ 1 bilhão soa mais como estratégia eleitoral do que realidade financeira.
Sem provas concretas, é apenas um bilhão de papel.
👉 Cabe a nós, Fiel, cobrar seriedade e transparência. O Corinthians não pode ser usado como palco de promessas sem lastro.
em Bate-Papo da Torcida > 💰 US$ 1 bilhão da GSP: promessa ou ilusão?









