Osmar Rogério
Em uma semana onde o Conselho do Corinthians resolveu colocar em votação, o impeachment do atual presidente Augusto Mello, certos fatos chamam a atenção.
Alguns jogadores do Corinthians, manifestaram o seu apoio publicamente ao atual presidente.
Eles elogiam o trabalho que está sendo realizado, citando desde a preocupação em melhorar a estrutura do clube até o fim do atraso de salários.
A impressão é que este reconhecimento, mostra reflexos imediatos dentro de campo. A equipe apresenta evolução a cada partida, todos tocam a bola, comemoram, sorriem nos treinamentos e depois de nem sei quanto tempo, é agradável ver o time jogar.
Neste cenário alguns jornalistas alegam que os jogadores não deveriam se manifestar, pois o presidente pode mudar em um piscar de olhos.
Será mesmo?
Em 1982, Sócrates, Wladimir e Casagrande dentre outros, revolucionaram a relação dos atletas com o clube, participando de um movimento que ficou conhecido como a 'democracia corinthiana'. Em 2000 os atletas muitas vezes alteravam a forma de jogar proposta pelo técnico, pois sabiam como fazer pra equipe atuar melhor. Em 2017 o grupo de watsapp dos jogadores ficou famoso, tiravam selfies e esta união e alegria, deixaram saudade.
Estes foram só exemplos. Certamente isto também ocorreu em vários outros momentos.
A relação de atletas, comissão técnica, dirigentes, roupeiros, cozinheiros, faxineiros, jardineiros, massagistas, médicos; fisioterapeutas, dirigentes e torcida sempre que deu liga, trouxe coisas boas.
Então senhores, caso não exista um motivo muito sério, ilegal e/ou justificável pra tal ação, por favor deixem o presidente trabalhar em paz.
O Corinthians é grande demais para tropeçar em atitudes pequenas.

