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Vou fazer textão...sim

Tópico Lendário Entenda as regras
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Rafael 2.073 posts

Publicado no Fórum do Meu Timão em 14/06/2026 às 13:42
Por Rafael Santana (@joao.gimenez)

Então senta ai amigo e vamos falar de seleção CBF. A maior crise da Seleção Brasileira não é técnica, mas identitária. Durante décadas, vestir a camisa amarela significava representar uma maneira única de compreender o futebol. O Brasil não era admirado apenas porque vencia; era admirado porque jogava de uma forma que expressava sua cultura, sua criatividade e sua capacidade de transformar improviso em arte. O resultado era importante, mas o caminho percorrido até ele também possuía significado.

Nas últimas décadas, porém, essa identidade foi se tornando cada vez mais difusa. Em busca de competitividade, o futebol brasileiro passou a importar modelos estrangeiros, métodos e filosofias desenvolvidos em outras realidades culturais. Embora a evolução tática seja necessária, o processo acabou gerando uma espécie de conflito existencial: a Seleção já não sabe claramente o que representa. Entre a tradição do futebol criativo e a busca pela eficiência absoluta, perdeu-se parte da essência que fazia o Brasil ser reconhecido instantaneamente dentro de campo.

A crise da Seleção Brasileira também passa por uma crise identitária dos próprios jogadores. Diferentemente de gerações anteriores, muitos atletas deixam o Brasil ainda muito jovens e constroem praticamente toda a sua carreira no exterior. Com isso, embora evoluam tecnicamente, acabam se distanciando das referências culturais e futebolísticas que historicamente formaram a identidade da Seleção.

Além disso, o futebol moderno transformou o atleta em uma marca global, cercada por contratos, patrocinadores e redes sociais. Em alguns momentos, a carreira individual parece ganhar mais destaque do que o sentimento de pertencimento à Seleção E AO POVO. O resultado é uma equipe formada por jogadores, mas que nem sempre transmite a mesma conexão, liderança e senso de missão observados em gerações anteriores.

Por fim e talvez o mais profundo problema da atual Seleção Brasileira seja a gradual perda do sentimento de representar uma nação. Em outras épocas, vestir a camisa amarela significava carregar a história, os sonhos e a identidade de milhões de brasileiros. Hoje, em um futebol cada vez mais globalizado e comercial, muitos jogadores passam grande parte de suas carreiras longe do país e acabam desenvolvendo uma conexão mais forte com seus clubes do que com a própria Seleção.

Não se trata de falta de patriotismo, mas de pertencimento. Quando a camisa da Seleção deixa de ser vista como um símbolo e passa a ser encarada apenas como mais um compromisso profissional, perde-se algo que nenhuma tática ou talento individual pode substituir: o orgulho de representar um povo. E talvez seja justamente nesse vazio de significado que esteja uma das raízes da crise vivida pelo futebol brasileiro.

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Zebedeus 4.119 posts

@zebedeus em 14/06/2026 às 20:56

Quando Charles Miller chegou ao Brasil com bolas, chuteiras, jogos de uniformes e um livro de regras, o futebol já existia há meio século na Inglaterra. Como não havia televisão, Internet e redes sociais naquela época, o intercâmbio era dificultoso e foi preciso que os brasileiros criassem seu próprio estilo, que começou a dar suas caras nas Copas de 1938,1950 (apesar do Maracanazo) e 1954 e deslumbrou o mundo a partir de 1958.

Apesar do Brasil ter vencido três mundiais de forma dominante e original e ter inspirado treinadores de base a moldar três gerações de craques pelo mundo afora, bastou uma única derrota, o 3x2 para a Itália no Sarriá, para que tudo fosse jogado no lixo. Sem a contestação ao modo aberto e até irresponsável com que Telê Santana armou seu time para uma partida em que o empate bastaria, provavelmente o fenômeno Felipão e toda a chamada Escola Gaúcha, que mudaram completamente o futebol deste país, não teriam existido.

Pior que isto ainda foi o culto a Guardiola, um hit entre jornalistas, comentariasta e palpiteiros táticos deste país. Embora o conceito de jogo posicional não tenha ainda sido inteiramente assimilado pelo pensamento tático nacional, mesmo com o influxo de treinadores estrangeiros nos últimos anos, esta coisa reduziu nossas bases a um fordismo de volantes e pontas medíocres e limitados. Foi isto, aliado a mudanças psicológicas inerentes à geração Z, que fez a fonte secar e nossos craques sumirem. Se o time que Ancelotti montou para 2026 já decepciona, a perspectiva para 2030 é verdadeiramente assombrosa. A falta de qualidade em campo é um reflexo da falta de inteligência por parte de quem está envolvido no futebol brasileiro, desde jornalistas a dirigentes. Se nada for feito, o Brasil há de se consolidar como um novo Uruguai.

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Fernando 6.585 posts

@zemetek em 20/06/2026 às 16:20

Resumindo:

A DECADÊNCIA do futebol tupiniquim começou nos anos 90 quando começamos a copiar o padrão tático dos. Europeus deixando d lado a qualidade técnica d nossos jogadores; que ainda sobreviveu e trouxe mais 2 conquistas em 1994 e 2002 c/ lampejos de Romário, Bebeto, Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno e Rivaldo

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Flávio 3.073 posts

@flaviofiel em 21/06/2026 às 12:08

Ou seja, o tal de Raphinha é um pedaço de sic!

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Oze 4 posts

@oze-doly em 21/06/2026 às 11:08

Concordo até nas vírgulas, eu vi aquele estrupicio do Igor Thiago perder um gol fácil contra o Marrocos, quando o jogo estava 0x0, e sair sorrindo, ele não teve carreira consolidada no Brasil, portanto não tem identidade brasileira do jeito de jogar e de ser, precisamos parar de convocar jogadores que só nasceram no Brasil, o péssimo Raphinha reclamou pq é mais admirado no exterior que aqui, mas ele nunca jogou nada com a camisa da seleção, e quer o quê?

Então o que descreve é muita verdade falta a identidade do improviso, do futebol arte, mas falta a identidade de nacionalidade.

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Bruno 358 posts

@bbrumaraujo em 21/06/2026 às 10:56

Na minha visão, a Seleção Brasileira deixou de transmitir a sensação de que reúne simplesmente os melhores jogadores do país. Para muitos torcedores, ela parece cada vez mais influenciada por interesses que vão além do futebol, seja pelo peso de empresários, pelo mercado europeu ou pelas convicções dos treinadores. Muitas vezes, fica a impressão de que alguns atletas têm lugar garantido, enquanto outros sequer recebem oportunidade.

O Brasil nunca foi diferente por causa da parte tática. O mundo admirava nossa criatividade. Garrincha, Pelé, Rivellino, Zico, Sócrates, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Neymar marcaram época porque tinham liberdade para improvisar, driblar e decidir jogos. O drible nunca foi firula; sempre foi nossa maior arma.

Hoje parece que essa característica virou defeito. O futebol brasileiro passou a copiar modelos europeus, privilegiando sistemas rígidos, ocupação de espaço e obediência tática. Evoluir é necessário, mas não à custa da nossa identidade.

Também perdemos muito quando o terrão, a várzea e o futebol de rua deram lugar a escolinhas excessivamente padronizadas. Antes formávamos jogadores criativos; hoje formamos atletas que aprendem primeiro a cumprir função e só depois a jogar bola.

Para voltar ao topo, o Brasil precisa resgatar sua essência: formar jogadores que sintam orgulho de vestir a amarelinha, incentivar o talento individual e devolver a alegria de jogar. As seleções campeãs de 1958,1962,1970,1994 e 2002 eram diferentes entre si, mas tinham algo em comum: personalidade, coragem e orgulho de representar o povo brasileiro.

Talvez por isso tanta gente veja em Endrick um motivo para acreditar novamente. Independentemente da rivalidade entre clubes, ele joga sem medo, demonstra fome de vencer, personalidade e vontade de honrar a camisa. É exatamente esse espírito que a Seleção perdeu e que precisa recuperar.

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Marcelo 368 posts

@boaroto72 em 21/06/2026 às 10:26

Hoje quando sai a escalação da selefraca mal conhecemos os jogadores.

Jogadores que não estão lá pra defender a seleção e sim por estatus financeiro, postagem nas redes sociais

O futebol da seleção acabou faz tempo.

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Gumercindo 937 posts

@gumercindo-aguiar em 21/06/2026 às 10:08

Fora tudo isso, tem também a falta de critério da própria CBFLA ao convocar seus representantes, Fabio identificado principalmente com o Cruzeiro nunca teve oportunidade, Ganso em 2010 e 2014 não teve oportunidade, Yuri Alberto não teve oportunidade nem sequer em amistosos em 2025 ou 2026 mesmo tendo sido artilheiro do país em 2024 e tendo conquistado 3 títulos pelo Corinthians que é um time global, você pontuou tudo muito bem, a falta de identificação que existe com jogadores que saem cedo do Brasil e são tratados como 'craques' coisa que não são fazem muitas crianças e jovens serem ludibriados por jogadores que não são isso tudo, não tem liderança dentro de campo e dividem a responsabilidade com jogadores de extrema qualidade técnica, tática e física, uma coisa é jogar com Modric, Tony Cross, Cucurela, Rabiot, Olise etc etc etc e outra coisa é chegar na seleção e serem esses jogadores que seguram o rojão e representarem bem a camisa, por incrível que pareça os jogadores mais preparados psicologicamente na minha opinião são justamente os que jogam aqui no Brasil com uma cobrança absurda jogo após jogo, no Brasil um dia você serve e no outro não serve mais, na Europa a filosofia deles é mais de longevidade no trabalho, e Copa do Mundo é tiro curto, não dá tempo de errar, olha o migué que estão dando ai em relação ao Raphinha pra não queimar o jogador.

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Alvess 9 posts

@alvess-90 em 21/06/2026 às 09:11

O texto é ótimo. Só faltou falar que futebol também é negócio $$$$$$

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Lucas 289 posts

@lucas.serrao em 21/06/2026 às 08:56

A decadência do futebol brasileiro comecou com a Lei Bosman e transformação do futebol brasileiro num mercado. Não se atende a demanda do futebol brasileiro, se forma jogador pra vender pra Europa porque quase todos os clubes do Brasil estão quebrados.

O problema do futebol brasileiro é e sempre foi estrutural!

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Laudelino 1.953 posts

@magraobraga em 21/06/2026 às 05:19

Fantástico texto, a mais pura verdade. Nada a acreditar!