Manoel Corinthians
Depão ídolo da padaria
em Bate-Papo da Torcida > ídolo só se confirma apos aposentadoria
Em resposta ao tópico:
A palavra ídolo anda sendo usada com muita facilidade… mas pra mim, ídolo de verdade é aquele que encerra a carreira deixando legado, não aquele que ainda está no meio da caminhada.
Estão falando muito sobre o Hugo sair pós-Copa e comparando com o que foi o Cássio. Mas vamos lembrar das coisas como elas são. Cássio é gigante na nossa história, ninguém apaga isso. Foi herói, decisivo, eterno na Libertadores e no Mundial. Mas também cogitou sair em 2016. E quando viveu outro momento difícil, virou banco para Carlos Miguel, pediu pra sair de novo — e o pior, saiu de graça.
A vida é assim. Críticas chegam. Fases ruins chegam. Todo jogador passa por isso. O que a torcida não pode fazer é idolatrar jogador em atividade como se já tivesse encerrado a história. Quantos já falaram “só jogo aqui” e depois foram embora na primeira proposta melhor? Quantos bateram no peito e, na primeira crise, pediram pra sair?
Ídolo não se constrói só com defesas, gols ou títulos. Se constrói com permanência, com postura, com identificação até o último dia.
E hoje, na contramão de muita coisa, temos o Yuri Alberto. Propostas chegaram. Pressão chegou. Críticas vieram. E ele ficou. Preferiu continuar vestindo o manto, continuar lutando, continuar ouvindo cobrança e trabalhando.
Isso pesa.
Ídolo, pra mim, só se confirma quando a história termina. Enquanto está jogando, está escrevendo o livro — e livro aberto ainda pode mudar de rumo.
Aqui é Corinthians. Aqui a régua é alta. Aqui a Fiel apoia, cobra e nunca abandona.
Mas eternizar alguém como ídolo… só depois que a última página for escrita.
Vai, Corinthians. 🖤🤍