Albino Henriques
Vou usar esse espaço aqui como desabafo e falar o que eu penso sobre o Dorival.
Expectativa x Realidade
De verdade, eu tentei entender o trabalho do Dorival Júnior. Quando ele chegou, eu esperava aquele técnico “feijão com arroz” que muita gente falava, alguém simples, direto, que trouxesse o mínimo de organização para o time.
Mas até hoje eu não vi isso. Pelo contrário, ele inventa demais, faz escolhas sem critério e parece totalmente perdido nas decisões mais básicas.
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Tempo de trabalho desperdiçado
O Corinthians teve tempo de sobra pra treinar. Tempo é o que não falta. Nessa última Data FIFA, por exemplo, o time teve vinte períodos de treinamento disponíveis e ele usou só seis. Mesmo assim, quanto mais o time treina, mais piora.
Isso é bizarro. Normalmente, quando um técnico chega, existe uma melhora inicial, é quase uma regra. Com o Dorival, nem isso aconteceu. O início já foi ruim e, quanto mais tempo passa, pior fica.
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Falta de leitura e coerência tática
O desempenho do time é completamente incoerente. Quando precisa de algo a mais, uma substituição que mude o jogo, uma leitura mais esperta, qualquer sinal de dedo do treinador, ele erra. Sempre.
E o mais inacreditável é que ele conseguiu piorar o rendimento ofensivo de todo mundo. Nenhum jogador do ataque evoluiu com ele. Nenhum.
E ainda é o terceiro técnico mais bem pago do Brasil. É difícil entender.
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Decisões sem critério
O que mais me irrita é a falta de critério. Jogador que passa semanas sem entrar em campo de repente é jogado na fogueira.
Parece que tudo é decidido no improviso, sem lógica nenhuma.
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Falta de preparo e repetição de erros
A impressão que passa é que o Dorival assumiu o Corinthians sem ter assistido um jogo sequer do time antes de chegar.
Ele repetiu os mesmos erros que os técnicos anteriores já tinham cometido, erros óbvios, que a torcida inteira sabia que não davam certo.
Demorou seis jogos pra perceber que certas ideias não funcionavam.
E isso, pra mim, é o mínimo que um treinador do tamanho dele deveria fazer: analisar o elenco, entender o que tem em mãos e evitar repetir erro velho.
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Méritos pontuais, mas insuficientes
Eu reconheço que ele teve um ou outro mérito, como aquela dinâmica do Raniele afundando entre os zagueiros pra liberar os alas.
Mas é muito pouco pra tanto tempo de trabalho.
Quando a gente olha os números friamente, o aproveitamento, as vitórias, é pífio.
Não existe melhora em nada.
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Conclusão
No fim das contas, o Dorival é aquele tipo de técnico que sobrevive mais pelo nome e pelo passado do que pelo que entrega hoje.
Além de uma esperança de vencer a Copa do Brasil.
Ele tem estrutura, tem tempo, tem salário e tem elenco pra fazer muito mais.
Só que não faz.
E isso, pra mim, é o mais frustrante.
em Bate-Papo da Torcida > Minha opinião sobre o técnico Dorival Junior

