Robson Rocha
Agora tem que ver o seguinte. Vou dar um exemplo bem simples : digamos que você descubra uma mina de diamantes no quintal de sua casa no interior da Bahia, mas você não sabe fazer prospecção e muito menos a captação desses diamantes. Também não sabe para quem vender e como vender por um valor lucrativo.
Aí aparece uma empresa e lhe oferece uma casa no litoral, 3 carros na garagem, e 500 mil na conta. Seria um negócio das arábias, para quem morava até pouco tempo numa casa mal construída. Mas aí, essa mineradora lucra 100 vezes mais o que ela lhe pagou.
Apliquemos este exemplo no Corinthians. Temos uma mina de diamantes mas não sabemos prospectar e captar recursos. Alguém nos pagará para fazer o que nós deveríamos estar fazendo, e com isso, recuperarão o aporte feito ao Corinthians e a Mais-valia, ou seja, a diferença de quanto nós recebemos de receita e o quanto nós produzimos e que ficará para a 'gestora' dos recursos.
A questão é essa. Em um contrato de 10 anos, provavelmente esse valor de 1bi já estará defasado, e restará a nós, observar os caras ganharem dinheiro explorando a marca Corinthians, tudo porque eles farão o que nós deveríamos fazer.
em Bate-Papo da Torcida > A verdade oculta da GSP Holding
Em resposta ao tópico:
Muitos tópicos comentando sobre este possível parceiro, mas talvez não tenham se atentado ao principal.
Se denomina Holding por gerir várias outras empresas do grupo, da qual a GSP Bank of Assets é uma delas. Este não é um banco de operação comum, é uma empresa que troca créditos à prazo por dinheiro imediato para outras empresas. Não tem clientes com CPF, somente CNPJ. Então, o interesse dela não é captar clientes corinthianos ou fazer marketing, isto é, ela não fará investimentos no clube.
Ontem, o André não quis explicar (não quis porque ele sabe o que seria esse tipo de aporte), mas a empresa funciona com factoring, que é o fomento mercantil a empresas, que oferece dinheiro imediato para fluxo de caixa em troca de créditos no prazo. É como um adiantamento, ' um empréstimo consignado' sem juros, mas com desconto à vista.
Isso ficou claro quando André Castro falou que em seus contatos tentou buscar empréstimos a juros baixo, mas essa empresa surgiu como financiadora deste projeto bilionário.
Um provável exemplo é que, no novo contrato da Nike, ela pode antecipar uma grande parcela em troca dos créditos futuros: o Corinthians tem direito a R$ 53mi por ano, em um contrato de 10 anos. Ela pode oferecer ao clube um repasse imediato de R$ 400mi, em troca da total garantia deste contrato com a Nike (R$ 53mi), além de possíveis outras exigências.
E com certeza, a cifra inflacionada de US$ 1 bi se deve à toda estrutura Corinthians que ela pode 'atravessar' para captar recursos com mais patrocinadores, como arena, ingressos, uniforme, CT, Parque São Jorge, etc.
O Corinthians pode até receber essa ajuda, mas não imagino que chegue a essas cifras colocadas na carta de intenção, pois seria um contrato de restrição de receitas futuras para além de um mandato presidencial, e isso é algo que os Conselhos podem argumentar contra.
Preocupa o fato de que a figura que trouxe isso a tona, André Castro, não querer explicar isso em uma coletiva que tinha o puro objetivo de apresentar a carta de intenção. Tudo já está muito obscuro no clube, e ele não quis esclarecer muita coisa ontem quando poderia.



