Lucas Vieira
De que ano você está falando? 2018? 2019? 2020? 2021? 2022? 2023?
É triste, mas é um problema crônico do Corinthians. Entra ano, sai ano, entra técnico, sai técnico, chega jogador, sai jogador, e essas coisas parece que não mudam.
Ataque estático, sem aproximação, movimentação ou ultrapassagens. Dificuldade na marcação pressão. Preparo físico visivelmente abaixo dos adversários. Dificuldade pra criar jogadas. Fica tocando entre os zagueiros sem conseguir furar as linhas.
Como resolver tudo isso? É a pergunta de um milhão de dólares.
em Bate-Papo da Torcida > Venceu, mas temos que ser realistas
Em resposta ao tópico:
O time não foi bem diante do Santos.
Félix Torres, como lateral-direito, talvez tenha sido o grande ponto de destaque, onde teve ótimo desempenho defensivo. Já ofensivamente, não deu tanta profundidade, deixando o Carrillo sozinho. Mas compressível por ser um beque.
Ofensivamente a equipe não evolui. Jogadores estáticos, robóticos, travados. Não tem aproximação, troca de posição, movimentação para tabelas, triangulações, infiltrações. Todos esperando a bola no pé, distantes. Parece pebolim. Os laterais não sobem, não dão opção. Bastante dificuldade de criação, zero ideias e repertório.
Yuri totalmente isolado, atuando como centroavante fixo, que é uma posição que visivelmente fica desconfortável, algo dito pelo próprio.
Muitos cruzamentos, chuveirinhos.
Saída de bola segue muito ruim. Toca para lá, para cá, e não desenvolve. Uma posse improdutiva, lentíssima e sem verticalidade. Nenhum dinamismo.
Outro detalhe: o time não consegue fazer a marcação-pressão. Está com a bola, perde e não tenta recuperá-la de imediato, atacar, sufocar o adversário, simplesmente vai recuando, andando para trás.
As bolas áreas defensivas seguem um sofrimento.
As falhas individuais, idem. Muitas rebatidas mal executadas, erros claros de posicionamento, linhas espaçadas e sem compactação, jogadores longe uns dos outros, timing de bote equivocado e sem sincronismo, deixando lacunas e causando um efeito dominó na defesa, entrada da área cheia de buracos.
Não imprimem volume, não encurralam o oponente.
Condicionamento físico também deixando muito a desejar.
Dorival está começando seu trabalho e praticamente não possui tempo para treinar. Ainda não teve uma semana livre sequer. É jogo em cima de jogo, além dos desfalques do time.
Teremos mais algumas partidas até a parada para o Mundial de Clubes, onde aí sim ele ganhará semanas para realmente implementar suas ideias. Será quase uma pré-temporada.
Até lá, o importante é somar pontos no Brasileirão e buscar as classificações na Copa do Brasil e Sulamericana.
Mas até agora, pelo que vem sendo mostrado, Dorival vai ter pela frente uma tarefa árdua, pois a equipe vem mal em todos os setores, como coletivo e individualmente. Não temos padrão, sistema de jogo, espírito de luta, nada. Quase um catado, um bando solto e aleatório em campo.


