Anisio Molim
Acho que não é o caso de melhor ou, pior, eu diria, as duas letras representam a nossa visão do real momento em que vive um time de enorme tradição no futebol do mundo, claro, com a mera coincidência? Dessas letras serem em épocas diferentes, mas, que expressam contexto iguais ao que se vive, tanto na política nacional como no futebol.
Caetano Veloso e Gilberto Gil quando optaram pelo exílio em 1969 em plena ditadura, a barra aqui pra eles estava pesadíssima.
Caetano, compôs uma música de poucas palavras de nome 'Irene', ela dizia assim:
'Eu quero ir minha gente, eu não sou daqui, eu não tenho nada, nada, quero ver Irene... Quero ver Irene dar sua risada'
Era uma toadinha nordestina, simples um violãozinho de acompanhamento.
- Era só isso, mas, o suficiente para nós todos seres viventes entender o que se passava na época -
E Gil compôs uma música chamada 'Aquele abraço', mais rebuscada em letra, melodia, harmônia e ritmo, pois, era um samba como batida de partido alto, maravilhoso.
- A finalidade da música é falar com o povo, é elucidar, é emocionar, é romantizar, é se apaixonar, é enfurecer, é criar a Paz, ou, a Guerra -
Geraldo Vandré em 1968 compôs uma música que virou um hino na juventude de então. 'Pra não dizer que não falei das flores'
- A música tem uma finalidade social de tamanha importância tanto para a Paz, como também pra Guerra -
Ela fala com o povo, ela esclarece, ela emociona, ela romantiza, ela apaixona, ela traz alegria e tristeza, amor e ódio, razão é irracionalidade, ela enfurece, ela chora, enfim, trás todos os sentimentos mais aflorados do momento, por isso fui músico por uma boa fase da minha vida.
Isto posto, passo a palavra.
em Bate-Papo da Torcida > Recado Nobre Conselheiros - 04.12
Em citação ao post:
Boa noite Sr Anisio!
Representada agora vai ficar (bem melhor que a minha, diga-se):
Pesadelo
MPB-4
Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã
Olha aí...
Olha aí...
Olha aí...
