Gabriel Fidalgo
Fábio Carille foi campeão brasileiro de 2017, em uma edição que poucos, para não dizer quase nenhum torcedor, poderia esperar algo como a conquista do troféu. Além disso, conduziu o tricampeonato paulista recheado de simbolismos, como ser campeão em cima da Ponte Preta 40 anos depois de 1977, sagrar-se bicampeão em território rival diante do Palmeiras, para logo ser tricampeão paulista pelo clube, algo que não acontecia desde 1939.
Mesmo assim, o nome do treinador chega a assustar parte da torcida corinthiana, que não quer vê-lo nem pintado de ouro. O fato de Carille ter esbanjado arrogância durante sua segunda passagem pelo clube é certamente um dos motivos para tal rejeição. Falas mal colocadas, exposição de atletas e diretoria, além de conflitos com a imprensa que o criticavam com motivos.
Nem mesmo seus toques decisivos durante as temporadas de 2017 e 2018 (e eles houveram) são suficientes hoje para convencer o torcedor de que o nome não seria assim tão ruim em 2023. Seus esquemas que priorizam a defesa foram alvo de críticas por boa parte da torcida e até mesmo por alguns jogadores, ainda em 2019.
Fica a expectativa para que um dia o treinador determinado, que não prometia nada além de muita entrega e organização em campo, volte a seduzir o torcedor corinthiano com bons trabalhos e novo repertório.











