Sergio Campos
Na semana passada fiz um post pontuando a paixão e imediatismo da torcida vis a vis o trabalho de reconstrução do time e, principalmente do clube.
Tive inúmeros positivos e também bastante negativos.
Hoje, dando continuidade, gostaria de falar um pouco sobre as criticas que tenho visto aqui, de nossa torcida a respeito do sistema tático de jogo adotado. Não sou nenhum expert em táticas no futebol, mas leio muito, o que me ajuda a formar minha opinião.
Nas últimas semanas tenho visto posts e opiniões sobre a utilização dos reforços no time. Quase todos criticando o treinador pela forma com que ele vem utilizando os reforços.
Ressaltando que não entendemos que esses ficaram de 4 a 9 meses sem jogar e ainda não estão completamente adaptados, não só tecnicamente mas principalmente fisicamente.
Roger Guedes não pode marcar lateral, utilizar o Willian aberto pela direita e ele acompanhar o lateral e um desperdício de talento. O Giuliano e nem o Renato Augusto podem jogar de segundo Volante, eles têm que colar nos atacantes e criar oportunidades e massacrar o adversário.
Acompanhando jogos do Premier League e da Champions vejo todos os jogadores fazendo funções especificas sem a bola e com liberdade quando se tem a posse dela.
O Guardiola teve um ataque de nervos com seus atacantes por não fazerem essa função. Abaixo artigo do UOL.
O Pochetino ontem tirou o Messi de campo pelo campeonato francês em função da fragilidade do sistema defensivo e de marcação não efetuado, pasmem do lateral. Artigo do UOL abaixo.
O que existe em comum entre o Sylvinho, o Guardiola e o Pochetino, fora os três treinarem times grandes?
A preocupação com o sistema de jogo e preservação de uma engrenagem, que se houver uma falha o time fica exposto e sofre com esses erros individuais.
Mas aqui o Sylvinho e o Burrynho, o estagiário.
O exemplo mais claro do gol que sofremos contra o América Mineiro domingo foi a falha individual do willian de não ter acompanhado o latera esquerdo deles e evitado a conclusão da jogada.
Claro, ocorreram duas falhas, o baile que o Gabriel estava levando do argentino que permitiu a enfiada da bola e o Willian não estar ali.
Sem a posse da bola, sim o meio campista aberto, Roger Guedes ou Willian tem que estar ali.
O Sylvinho, acredito, tem o pleno conhecimento de sistemas táticos e de como uma engrenagem deve funcionar, por isso estamos 7/8 jogos sem perder.
E o ideal? Claro que não, mas e uma evolução dentro de nossas possibilidades e limitações dos reforços citada acima.
Alguém colocou, quando foi divulgada a escalação que o treinador estava acabando com o futebol do Giuliano, fazendo o mesmo jogar mais recuado. Oras, foi a melhor apresentação dele, vindo de traz, revivendo os melhores tempos de Elias, Paulinho e Maycon.
Precisamos de um jogador “box to box”, como falam lá fora, talvez o Giuliano seja essa cara, enquanto o Paulinho não voltar.
Claramente, observo uma critica exagerada com o trabalho do Sylvinho, acho que faltam pequenos ajustes, a mudança de um ou outro jogador, tipo Gabriel por Xavier e o Fabio Santos pelo Piton, de resto ele tem que agregar esses reforços e não perder competitividade como o que esta acontecendo no PSG.
O futebol e movido a resultado e eles virão quando as pecas funcionarem com mais eficiência.
Por enquanto, me contento com os 8 jogos de invencibilidade e que o time continue trabalhando para não só enfrentar, mas principalmente competir com os melhores times do Brasil hoje.
em Bate-Papo da Torcida > Guardiola, Pochetino, Sylvinho e a torcida do Corinthians





