Gabriel Gomes
Assisti em casa com meu pai (que é São Paulino), e minha irmã (que era São Paulina mas virou Corinthiana rsrs). Minha mãe foi ver uma novela que ela curtia da record na TV do meu quarto. Mas bem na hora do gol ela colocou pra ver quanto estava o jogo. E como no meu quarto a TV era por antena, a imagem saiu uns 5 segundos antes que a imagem do aparelho da NET, ai ela gritou gol, nisso já fiquei ligeiro e só esperei a bola entrar pra comemorar.
Fui na janela e parecia um preso atrás das grades tentando quebrar haha. Gritei pra caramba que fiquei rouco do nada.
Ai no segundo gol fiz a mesma coisa.
E depois do jogo sai na rua com um poster escrito 'Eu já sabia', e a imagem dos jogadores do Corinthians, poster que meu pai comprou pra mim no dia. Fui até o fim da rua que lá tinha um grupo de Corinthianos, comemorei, depois voltei até o portão da minha casa, comecei a chorar e abracei minha mãe, eu chorei pra caramba. Nisso olho para o lado e meu pai me filmando haha (Tenho até hoje o vídeo guardado).
Aí os Corinthianos da minha rua começaram uma passeata, fui junto mas no meio do caminho meu chinelo estourou, e como eu não sabia até onde eles iam, resolvi voltar pra casa.
Mas foi o jogo mais emocionante da minha vida
em Bate-Papo da Torcida > Como foi seu 4 de Julho?
Em resposta ao tópico:
Foi um dos melhores dias da minha vida.
Eu lembro que estava eu meu pai, na frente da televisão, e como ele ia antigamente ao Pacaembu, ele sabia os cantos antigos.
A gente estava conversando sobre a campanha do Corinthians e sobre o jogo contra o Santos, quando saiu a falta que originou o 1º gol.
A gente falando do quanto foi difícil e do quanto a gente estava feliz por estar numa final de liberta, e que tudo ia dar certo.
Alex bate a falta, Jorge Henrique escora de cabeça, bate-rebate na área, a gente já estava mandando o time voltar pra não tomar o contra-ataque, quando o Danilo me mete um passe de calcanhar.
UM PASSE DE CALCANHAR PQP!
Emerson dominou no peito, a gente já começou a pular, a comemorar.
Era o início da libertação.
Meu pai e eu continuamos cantando e gritando, provocando os vizinhos do prédio(porque quem mora em prédio sabe como é, os antis ficam gritando, zuando e tals), a gente estava numa felicidade pura, chamamos minha mãe e minha irmã.
Minha mãe perguntou o que a gente queria para comer, e sai uma falta para o Boca.
Cássio encaixa, e sentamos, começamos a decidir o que comer, por que a bola está com a defesa do Boca, mais precisamente com o zagueiro Schiavi, e eles começam a tocar a bola despretenciosamente.
Aí, após minha mãe ir no armário pra pegar um salgadinho, eu desvio meu olhar da televisão e ouço Cléber Machado narrando os passes curtos do Boca.
Olho novamente para a televisão e vejo Schiavi errar um passe, e Emerson armar um pique.
Olho para meu pai, e ele me olha de volta, com uma felicidade única em seus olhos, uma felicidade que provavelmente eu nunca verei igual.
Nos levantamos e vemos o Sheik deixar Caruzzo pra trás, e tocar na saída de Sebastian Sosa, pra explodir 37.959 loucos presentes no estádio, eu e meu pai, e mais 30 milhões de corinthianos pelo mundo.
Depois da euforia, gritaria, comemoração, me sento novamente e cai a ficha.
O Corinthians vai ser o campeão da Libertadores!
Chorei. Chorei muito, mas aquele choro que as pessoas te olham, e sabem que é um choro de felicidade. Nunca antes tinha visto meu pai chorar. Mas foi o choro mais gostoso possível, um choro misturado com riso.
Os acréscimos foram os minutos mais longos da minha vida.Acho que de da vida de todos os loucos.
Quando o juiz apitou, só sobrou a felicidade. A gritaria, a euforia, a felicidade nunca antes vista.
Liguei para meu avô, na época com 73 anos.
Ouvi a voz dele ao telefone. Ele estava chorando, rindo ao mesmo tempo, me contando que em todos estes anos de Corinthians, essa era a melhor sensação da vida dele.
Depois daquele 4 de julho, nossa vida nunca será igual.
Gente, desculpa pelo texto, mas se você leu ele, muito obrigado, espero me tornar jornalista hehe.
E vocês? Como foi o seu 4/7/2012?
