Vinícius Souza
Primeiramente, quero deixar claro que o que eu defendo é que o poder do futebol do Corinthians esteja na mão do fiel torcedor. O problema do Corinthians é que um punhado de pessoas consegue controlar boa parte do poder no Corinthians. A reinvidicação da torcida sempre foi a gestão profissional e a democracia.
Resumidamente, a SAFiel 2.0 propõe criaar 10 milhões de ações, cada uma valendo R$ 250. Os votos seria distribuidos em 5 'Distritos Economicos' (DT1, DT2, DT5). Que em outras palavras, podemos chamar de 5 níveis de poder aquisitivo:
DT5 -> R$ 2,5 mi e R$ 45 mi (limite de 180k ações por acionista)
DT4 -> R$ 250 000 a R$ 2,5 mi
DT3 -> R$ 25000 a 250000
DT2 -> R$ 2500 a R$ 25000
DT1 -> R$ 250 a R$ 2500
de acordo com as projeções dos idealizadores, você teria 250k tocedores comprando em média 4 ações (para um total de R$ 1 mi de ações e 250 mi), 115k comprando entre 11 e 15k ações (7 mi de ações e R$ 1.75 bi) e 130 acionistas comprando comrando mais de 15k ações (para um total de 2 mi de ações e R$ 500 mi)
Então um total de 2,5 bi. Pra isso, os torcedores com até 10 ações só ia controlar 20% do clube. E não importa quantos torcedores comprassem até 10 ações, sempre controlariam apenas 20% dos votos. Para o Conselho Gestor. Enquanto isso, 130 pessoas controlaria 20% praticamente sozinhas. Pra que o torcedor apoiaria isso?
Se o limite fosse de 10 ações pra todos os acionistas ao invés de 200k, 100% dos votos seriam nossos. Pela própria projeção dos idealizadores, os 365k dos torcedores, conseguiriam de cara levantar R$ 537 mi. Com essa grana e uma gestão profissional, o Corinthians podia entrar em Recuperação Judicial e com um elevado disconto nas dívidas, esses 537 mi poderia facilmente quitar pelo menos R$ 1,5 bi em dívidas, possivelmente mais, dos R$ 2 bi de dívidas líquidas do clube.
Aí eu te pergunto: pra que a gente deveria apoiar um plano em que a massa corinthiana que nunca vai ter condições de comprar 10 ações, pra que a gente abriria mão de 80% do nosso poder de voto para quem comprar mais de 10 ações?
A gente podia se livrar das dívidas, ter uma gestão profissinal e manter 100% controle do clube. Pra que entregar um poder de voto enorme pra um punhado de milhonários? Pra que vender o Corinthians?
A gente tem uma torcida que ergueu mais de R$ 40 mi em doações, sem correspondência nenhuma. A gente ia se livrar dos 100 vitalícios que detem 33% dos votos, pra que 130 acionistas controlem 20%? Sem contar os outros 60% que abriria mão para quem comprar mais de 10 ações?
Não faz sentido. Particularmente, eu sou a favor de 1 CPF, 1 voto. Mas se for pra ser 1 ação, 1 voto, a gente pode muito bem resolver todos os nossos problemas limitando a quantidade de ações por acionista a 10 e manter minimamente a democracia no clube e muito mais igualitária.
Aliás, dos 250k que comprariam em média 4 ações de cara, boa parte deles poderia ao longo do tempo comprar outras 6, erguendo mais R$ 350 mi para pagar boa parte da dívida tributária.
Toda a parte de Governança, ok, show de bola. Mas eu gostaria que alguém me explicasse qual a justificativa para apoiar essa versão 2.0 da SAFiel, se a grande massa da torcida não tem condições de comprar mais que 10 ações e ficaria com uma parte ínfima dos votos?
Sou contra vender o Corinthians pra milionários. Sou a favor de uma verdadeira SAF da torcida, democrática, igualitária e acessível.
em Bate-Papo da Torcida > SAFiel 3.0 - Uma SAF realmente do torcedor






