Johnny Herrera
1- Tático: Dorival aprendeu com o jogo passado, fez duas linhas de 4, transformou o trio GYM em dupla YM, deixando os dois mais livres e colocando um marcador, assim preenchendo o meio de campo e dobrando a marcação nas laterais, travou o Cruzeiro.
2- Motivação: É óbvio que o time ia entrar em outra rotação comparada com os jogos finais do BR. Fizeram isso em todos os jogos da CdB, por que não fariam ontem? Era ingênuo pensar o contrário. E antes de criticar, se jogassem assim todos os jogos do ano teríamos mais desfalques, nenhum time aguenta, muito menos um time que tem pouquíssimos reservas à altura do time titular. Com essa motivação em alta cada jogador jogou praticamente no seu auge, difícil até escolher um desempenho individual, a quantidade de erros foi baixíssima ao longo de todo jogo.
3- Mental: A minha maior preocupação na escalação era o Martinez. No mesmo Mineirão tomou um dos cartões vermelhos mais bizarros dos últimos anos e perdeu a confiança da torcida de vez. Mas Dorival ainda acreditou (até porque não tinha muita opção). Méritos para o venezuelano, que jogou frio como um urso da Sibéria, e ainda deu umas provocadas características.
4- Sorte: Um pouquinho de sorte não faz mal. No arremate do Cruzeiro, no primeiro tempo, em que o Hugo defendeu a bola e a rebateu para o centro da área, e ela bateu no Bidu antes de chegar no atacante adversário, e no segundo tempo quando Yuri estava no lugar certo para dar uma voadora na bola, onde já tinham 3 cruzeirenses pra empurrar para o gol. Mas claro que os outros fatores são mais preponderantes e a vitória foi bem merecida, independente de sorte.
5- Fiel torcida: que show! Só digo isso.