Sérgio Ohno
Me parece que está mal-informado sobre o projeto. Os organizadores são oriundos dos maiores doadores da Vaquinha que se juntaram este ano para propor um solução para uma gestão profissional do futebol (não do clube).
Não sei de onde tirou que eles apoiaram o Augusto Melo já que eles nem são sócios do PSJ para ter alguma participação direta (ou indireta) na eleição que foi em 2023.
Também parece que você não chegou a ver nenhuma das muitas entrevistas que eles já concederam, algumas com quase 3 horas de duração, para vários canais no YouTube onde eles explicaram exaustivamente sobre o funcionamento.
Mas vamos ao ponto da arrecadação onde eles começaram o projeto, no início do ano, onde existiam várias categorias de cotistas baseado no valor do investimento. A maior categoria contava com até 10 investidores individuais dispostos a colocar R$ 76 milhões cada (metade do objetivo inicial que era de R$ 1,5 bi) e a menor para até 250 mil a R$ 2 mil cada. Havia outra para organizadas para até 50 mil membros a R$ 50 cada.
Eles atualizaram para uma cota única de R$ 200 para até 300 mil CPFs separados em 2 grupos: o primeiro para comprar até 10 cotas (R$ 2 mil) e o segundo para comprar até 1,8% do total (máximo de R$ 20 milhões). Estes grupos terão direito a voto para eleger conselheiros.
O terceiro tipo é voltado para empresas (CNPJ) sem limite de valor porém sem direito a voto. Um exemplo, seria a Fatal Model que havia oferecido uma ajuda de R$ 200 mi para tirar o Timão do buraco mas que foi rejeitado por conta da 'imagem'.
A viabilidade financeira obviamente eles têm a partir do levantamento de interesse baseado nos grandes doadores da Arena que, segundo eles, estariam dispostos a investir até 10 vezes mais que doaram. Me tomo como exemplo que doei para a Arena e pretendo investir nesta proporção por conta da valorização inevitável.
Entre as primeiras ações está a quitação à vista da dívida da Arena e acordos para pagamento das demais dívidas de impostos e judiciais. Atualmente esta dívidas crescem na razão de R$ 1 milhão diários geométricos, ou seja, mais de R$ 400 mi este ano. O clube fatura cerca de R$ 1 bi anuais com uma dívida de R$ 400 mi, ou seja, um líquido de R$ 600 mi. Pagando a dívida, tudo que entrar (R$ 1 bi) será investido no futebol que consequentemente será refletido na valorização de cada cota. Se o futebol entra na gestão profissional, o faturamento deve aumentar significativamente com novos e melhores patrocínios, 'naming rights', etc.
em Bate-Papo da Torcida > SAFIEL: me convençam (e a todo torcedor desconfiado com razão)
Em resposta ao tópico:
OK, no papel, no conceito, parece tudo lindo e maravilhoso
Ter investimento, sem dono e com poder da torcida. Clube rico e do povo, ótimo
Separar politicagem do futebol e tal
Mas eu (e muitos outros) não consigo confiar. Esses caras apoiaram o Augusto
Será que eles têm cacife pra organizar essa estrutura? Será que vai trazer investimento mesmo? Como vai ser tudo isso na prática?
O Corinthians é colossal e é tudo muito urgente. Mas como viabilizar um projeto real pra transformar essa instituição falida em todo o seu potencial?



