Paulo Ayron
Nada contra o Vitinho, mas vamos aos números:
Temporada 2024/25: 36 jogos – 8 gols – 6 assistências
Temporada 2023/24: 12 jogos – 3 gols – 1 assistência
Temporada 2022/23: 49 jogos – 3 gols – 6 assistências
Temporada 2021: 55 jogos – 10 gols – 14 assistências
Temporada 2020: 2 jogos – 0 gols – 1 assistência
No total, foram 154 jogos em 5 anos, média de 30 a 31 por temporada. Considerando que o clube disputa cerca de 70 partidas por ano, ele estaria disponível em menos de 50% dos jogos — e isso já em curva descendente pela idade.
Nos gols, o cenário é ainda mais preocupante: 24 gols em 5 anos, média de 4 a 5 por temporada para um atacante — números fracos, para não dizer péssimos.
Nas assistências, nada animador: 28 em 5 anos, média de 5 a 6 por temporada.
O que mais me incomoda é ver torcedor aplaudindo esse tipo de contratação. Se na base não temos nenhum atleta capaz de igualar ou superar esses números, então é melhor fechar a base. E se o clube está tão endividado, a ponto de ter dificuldades para contratar, por que gastar dinheiro em algo que, pelos indícios, tem baixíssima chance de dar certo?
Não aprendemos nada com casos como Jonathan Cafu, Matheus Jesus, Léo Natel, entre outros?
Para reforçar: no Flamengo, Vitinho já não jogava bem, era reserva e chegou a ser vaiado pela falta de entrega. No Fluminense, sua contratação foi rejeitada de forma massiva pela torcida — e não só por rivalidade, mas pelo histórico fraco, para não dizer lamentável, do jogador.

