Kaue Melo
Poderia até concordar em partes, que o elenco é caro, mas aí citou São Paulo que não esta jogando nada e brigando pra não cair e estão jogando tão mal quanto o Corinthians.
E sobre Bragantino, Bahia e Fluminense tem que ver até o final do campeonato pq esses times sempre começam bem e no final brigam não cair.
Corinthians tem time pra brigar na parte de cima da tabela, mas me fala quantos jogos no Brasileirão o Corinthians jogou com o time 100%? Quando teve o elenco todo a disposição?
Nenhum jogo, sempre tem alguém contundido, no início do campeonato Hugo souza e garro machucado, agora que o Garro voltou o Yuri e Carrillo estão machucados.
Isso aí a torcida não vê também, fora os jogos que fomos prejudicados, então msm jogando mal era pra está na parte de cima da tabela.
em Bate-Papo da Torcida > Muito gasto, pouco futebol
Em resposta ao tópico:
Atualmente, o Sport Club Corinthians Paulista possui a terceira maior folha salarial do futebol brasileiro — e, consequentemente, uma das maiores de toda a América do Sul. No entanto, é legítimo questionar: o desempenho esportivo do clube corresponde a esse investimento? Podemos, de fato, considerar o Corinthians o terceiro melhor time do continente? Ou sequer o terceiro melhor do Brasil?
A realidade mostra que, apesar dos altos investimentos, o desempenho em campo está muito aquém das expectativas. A eliminação precoce na fase preliminar da Copa Libertadores por um adversário de menor expressão, por si só, já representa um grande fracasso esportivo e financeiro. Isso sem mencionar as recorrentes atuações irregulares e a falta de competitividade frente a clubes com investimentos muito inferiores.
Tomemos como exemplo equipes como o Red Bull Bragantino (folha salarial de aproximadamente R$ 6,5 milhões/mês), Bahia (R$ 7,5 milhões/mês), Fluminense (R$ 13 milhões/mês) e São Paulo (R$ 15,5 milhões/mês). Todas essas equipes têm demonstrado um futebol mais consistente e competitivo, mesmo com orçamentos significativamente menores que os do Corinthians.
Ademais, a situação financeira do clube é alarmante. A dívida total já ultrapassa R$ 2,4 bilhões, enquanto os gastos continuam crescendo sem o devido retorno esportivo. A política de contratações também é questionável: jogadores como Rodrigo Garro, atualmente o principal destaque do elenco, tinham até recentemente salários relativamente modestos (cerca de R$ 300 mil/mês), ao passo que atletas como Gustavo Henrique (R$ 850 mil/mês), Félix Torres (R$ 1 milhão/mês) e Igor Coronado (R$ 2,2 milhões/mês) recebem cifras muito superiores, sem que o rendimento em campo justifique tais valores.
Diante desse cenário, a pergunta inevitável é: vale a pena? Vale a pena manter uma das folhas salariais mais altas do continente, ver a dívida crescer de forma descontrolada e, ao mesmo tempo, assistir à queda da qualidade técnica e competitiva da equipe?
O Corinthians, com sua imensa torcida e rica história, merece uma gestão mais responsável, transparente e voltada a resultados concretos — tanto dentro quanto fora de campo. A sustentabilidade financeira deve caminhar lado a lado com um projeto esportivo consistente. Caso contrário, o clube corre o risco de agravar ainda mais sua crise institucional e esportiva.