Roberto Cardoso
Chegará o dia em que toda a criança que sonha em ser jogador de futebol, sonhará também em jogar no Corinthians.
Chegará o dia em que as joias da base do Corinthians serão campeões com o clube, e chorarão lágrimas de sangue por ter que deixá-lo rumo à Europa.
Chegará o dia em que atletas profissionais de todas as origens, todas as sortes, todos os credos, todas as línguas, todas as cores, todas as culturas, de todas as partes do mundo, sentirão um arrepio na espinha e um frio na barriga assim que ouvirem o nome Corinthians, um nervosismo de satisfação por ter chegado ao ápice do futebol.
Chegará o dia em que atletas rodados, experientes, campeonissímos na Europa, contarão os dias pra voltar ao Brasil e vestir a camisa do Corinthians. Sentir o peso da história sobre o corpo, o brilho da glória eterna em suas mãos, o arrepio na pele ao sentir o calor, o amor, o êxtase das noites mágicas de Libertadores na Neo Química Arena.
Chegará o dia em que treinadores brasileiros se humilharão, farão filas quilométricas ao redor do Paque São Jorge pra entregar seus currículos, seus cursos, suas especializações, sonhando com o cargo mais desejado do futebol latino-americano. Enquanto isso, os treinadores dos maiores clubes da Europa terão que responder perguntas da imprensa esportiva internacional acerca do interesse do Corinthians em sua contratação, e todos responderão de forma lisonjeira e honrada.
Mas até que chegue esse dia, e ele virá, nos resta sofrer essa humilhação, essa rejeição, esse desprezo de todas as partes, de forma humilde e abnegada, eles nós apequenenaram, mas sabemos que somos GIGANTES.






