Roberto Nunes
Há uns 6 anos fiz um post sobre o potencial não explorado do Corinthians. Ia atualizar e fazer uma versão atualizada sobre o assunto, mas tudo o que vêm ocorrendo me fez mudar o foco. Sinceramente, desânimo total.
Todo o potencial do clube é solapado por gestões fraquíssimas, procedimentos questionáveis e outras coisas que, sem prova, para não me comprometer, não ouso afirmar.
Nosso clube se envolveu com política. E esse foi um primeiro erro. O antigo presidente se achava mais esperto que todos e que iria ganhar um estádio. No final, a prefeitura não honrou o patrocínio das arquibancadas móveis e os CIDs saíram com muito atraso. Demoramos anos para o Naming Rigths. Não exploramos todo seu potencial. Ficou o time com uma dívida gigantesca e um estádio que foi feito para abertura de copa, não para as necessidades do time.
Na outra ponta, a dívida não relacionada ao estádio sempre aumentando. Nada visível, pois os balancetes começaram a sumir, demorar ou ocultar a verdade. Nesse rolo todo, nos desfazemos de promessas a preço de banana, sempre sob a pressão de pagamento de dívidas. Antecipamos receitas. Pagamos comissões inexplicáveis. Só para citar duas a comissão fora de mercado da venda do Jô e essa da Vai de Bet. Que serviço de intermediação é esse que rende mais de 20 milhões? Como o presidente concordou com isso? E vamos cada vez mais para o buraco, para uma situação insustentável.
Olhando para frente. Se sair o Augusto volta a R&T? Não há nomes em nossos quadros que unam honestidade e capacidade, infelizmente. Assim como tiveram a sorte, anos atrás, o Flamengo com o Bandeira de Melo, e as Peppas com o Paulo Nobre. Gestores de verdade. Honestos. Pessoas que verdadeiramente amavam seus clubes. Os nossos nos entregaram a isso que hoje vemos, pelo poder e pelo dinheiro.
De tudo, só resta a sorte de conseguirmos uma SAF que enxergue o imenso potencial do Corinthians. Rezemos.
