Carlos Junior
Amigo fiz essa mesma comparação em outro post.
6 rodadas atrás o time não tinha RG123 nem W10 RA8 não aguentava começar jogando então temos esse time a 4 ou 5 jogos sem falar que o Willian ainda não completou 1 jogo inteiro, colocado isso, creio que o Sylvinho pensou isso no jogo contra o Palmeiras para cá, e desde então não conseguiu manter uma escalação e desde então não teve mais semana cheia, esse estilo de jogo precisa de muito entrosamento, para dar certo, outra coisa o futebol em 2002 era outro isso pesa, hoje em dia é mais brigado e mais rápido com menos técnica, isso complica porem mano acho que hoje esse será a melhor forma de jogar, perfil de nossos jogadores não da para exigir velocidade, pressão e time é pesado e lento com Cantillo, RA8 e Giuliano e fora F.Santos e Gil, temos 12 rodadas até o final precisamos ganhar e descobrir a melhor forma de se fazer isso, ficar criticando o técnico que vem conseguindo resultados não vai adiantar.
em Bate-Papo da Torcida > Tonho da Lua e o Corinthians do Parreira (2002)
Em resposta ao tópico:
Em 2002 o Corinthians teve um ano quase perfeito.
Ganhamos a Copa do Brasil e um disputadíssimo Torneio Rio São Paulo, e ficamos com o vice do Brasileirão.
O time, comandado pelo experiente Carlos Alberto Parreira, gostava de ficar com a bola nos pés. Não entregava a pelota facilmente para o adversário. A filosofia de jogo do então treinador era clara: enquanto temos o controle da redonda, o adversário não tem condições de criar oportunidades de gol contra a nossa meta.
A questão é que o time não mantinha a posse de bola de forma gratuita. O Corinthians cozinhava o oponente de forma cruel, quase sádica. As inversões ludibriavam o sistema de marcação do inimigo, e sempre havia um jogador a mais no último terço do campo para fazer a ultrapassagem e originar lances efetivos contra a baliza oposta.
Vejo o time do Sylvinho e noto que ele tenta emular algo similar, porém sem o mesmo brilhantismo do mestre do tetra.
Sua equipe sempre reduz a velocidade da partida. Podem reparar que nossos adversários parecem estar pilhados, e quando a bola cai nos pés dos atletas alvinegros é sempre com aquela intenção de dar uma segurada no ritmo do jogo. Como se precisássemos sempre de tempo e espaço para refletir sobre a melhor maneira de prosseguir. No futebol atual essa é a senha para permitir a recomposição defensiva do outro lado.
As trocas de posição entre os jogadores são raras. Não se criam oportunidades de confundir o adversário. As inversões são telegrafadas e fáceis de serem combatidas. As ultrapassagens inexistem. Quase sempre a ofensiva depende da habilidade de quem está com a bola para combater o oponente no um contra um.
Análises táticas à parte, quando você assiste um jogo do atual Corinthians a impressão que dá é que o time anseia pelo controle da bola SOMENTE para que o adversário não possa criar, mas que é completamente estéril no que tange a criação de oportunidades de marcar um gol.
O futebol não é um esporte onde o objetivo é não perder. Ele é um jogo onde a meta é marcar gols. Mais gols do que aquele amontoado que você enfrenta.
O Corinthians do Tonho é um desserviço para quem gosta de futebol.