Gustavo Andrade
Vai entender essa gestão do Andrés. Não bastasse apostar em staff sem experiência, tinha de apostar em pessoas sem expressão e identificação com o clube, ou até mesmo ruins e/ou mais ou menos de bola, enquanto na atividade.
Desde quando Sheik e Vilson têm experiência como gestores? Alessandro?
Sheik foi incrível para a nossa história e está marcado, mas Edílson Capetinha também, mas nem por isso ganhou uma diretoria no time, sem ter cursado, ao menos, a matéria de teoria geral da administração.
Fabinho acrescenta em que na parte técnica? E esse preparador físico do Carille?
Se for para apostar em ídolos na comissão, que aposte em Marcelinho Carioca que ajudaria o pessoal com os fundamentos, Deco (com experiência de Barcelona), Márcio Bittencourt (testado e aprovado), Zé Elias (entende muito de bola e tem comando), Ricardinho (dispensa comentários), Gamarra (alguém falou em treinador de defesa? ), até o Chicão...
(Sim. Talvez questionem o Zé Elias rsrs, mas tem Kleber, Gil, Rincón...)
O Corinthians não precisaria, por enquanto, ser uma empresa para começar a pensar como tal. Antes de perder um membro da comissão técnica, os caras já deveriam preparar os substitutos, capacitando-os com o que tem de melhor no mundo.
Manda a equipe para se capacitar no exterior, seja técnicamento, administrativamente, ou financeiramente...Talvez, em alguns desses aspectos não precisem ir para o exterior, mas tão somente ter acesso a bons estudos por aqui mesmo.
O futebol mudou e tem mostrado a importância de uma equipe estudada, capacitada e que utilize tecnologias para criar um time competitivo e uma gestão equilibrada.
Não há mais espaço para campeões do brasileirão, com diretores 'Manés da Carne' da vida (nome de candidato a vereador de interior de Estado). Talvez, nem mais espaço para esse nome 'Brasileirão', que tende a mudar nos próximos anos.
Esse processo pelo qual passa o Brasil não é 'nutellismo', nem 'gourmetização do futebol', é nada mais, nada menos do que voltar a praticar o futebol que o Brasil em tempos de Garrincha e Pelé apresentaram aos europeus pasteurizados e, até então, adeptos do 'recua, recua'.
Tudo isso é meio, mas claro, pensando no nosso patrimônio cultural, o futebol, sim, no nosso fim. E mais fim ainda é nossa maior expressão ao amor pelo futebol, o Corinhians, alinhar-se a essa nova, ou não tão nova, forma de pensar e jogar futebol.
Não é mudar, é voltar a ser nós mesmos.
Menção honrosa ao nosso time de 98,99, a meu ver, o time mais intenso que vi jogar, nesses tão poucos 28 anos de vida corinthiana.