Munir Haddad
Foram feitos 3 empréstimos pra cobrir a demora do Bndes o que gerou juros na casa dos 120 milhões é só depois isso foi coberto pelo Dinheiro que seria pago através dos NR.
A Odebretch deu mais 420 milhões para o restante da construção com a promessa de ser coberta com os
Ou seja, Cids e NR pagariam a Arena. Os Nr viraram lenda e os Cids foram embargados.
Acontece que os 820 milhões não foram suficientes, vieram novas exigências da FIFA e também a prefeitura que não bancou as estruturas provisórias. A Odebretch captou 350 milhões através de debêntures. Acontece que debêntures são caras e ninguém sabe ao certo o valor delas hoje com juros.
O custo do estádio deve ter passado para 1,1 ou 1,2 bi.
O Corinthians deve ter vendido por volta de 350 mi de Cids e deve ter ainda 130 mi de Cids para vender que estão sendo repassados a empreiteira. Da 480 mi de Cids.
Já deve ter pago com arrecadação da Arena 120 mi. Da 600 mi. Deve faltar uns 600 mi pra quitar...
Supondo que venda o NR por 300 mi e consiga abater 150 mi de obras inacabadas.. Faltam os 150 ou 100 mi que a matéria diz faltar... é isso o imbróglio..
em Notícias > Corinthians abate boa parte da dívida com a Odebrecht
Em resposta ao tópico:
O Corinthians marcou uma reunião no Conselho Deliberativo para o próximo dia 12 de agosto em que responderá a conselheiros sobre a dívida de sua arena. O clube quitou uma parte da dívida com a Odebrecht com os CIDS (títulos municipais). Ao mesmo tempo, há outro montante do débito com a empreiteira que ainda está em aberto sem acordo.
No dia 25 de julho, foi emitida mais uma série de 12 CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) da Arena Corinthians que foram transferidos para a Construtora Norberto Odebrecht. Ao mesmo tempo, no balanço do fundo estádio, ficou registrado que a dívida com a empreiteira foi quitada e até sobrou um saldo de R$ 3,1 milhões.
O blog confirmou que houve uma troca entre os dois valores e que restou esse saldo. Para se ter ideia, em junho de 2018, havia um registro no fundo do estádio de dívida de R$ 314 milhões com a construtora Odebrecht. Esse valor foi sendo reduzido durante um período de um ano até sobrar esses valor em positivo para a arena.
'Como o clube tem dívidas tem que passar o CID, não acha?', disse o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez ao blog. 'Para abater a dívida.'
Essa não é, no entanto, a única dívida do Corinthians com a empresa. Há um débito com a Odebrecht Participações relacionado a dinheiro antecipado para a construção do estádio. A empresa emitiu debêntures da Caixa Econômica Federal para levantar um valor de R$ 350 milhões. Há ainda valores de juros. A 'Folha de S. Paulo' recentemente publicou que a empreiteira cobrava R$ 800 milhões.
Dentro do clube, o valor é questionado porque os juros não são reconhecidos, embora estejam previstos contratualmente. Há um plano de tentar reduzir esse valor para menos de R$ 100 milhões, segundo apurou o blog, também com questionamentos sobre as obras. Sobraria ainda o empréstimo do BNDES/Caixa para quitar por meio de parcelas.
Andrés disse que ainda não há um acordo fechado para todo o valor do débito. Há conversas em curso e ele não revela informações enquanto não estiver tudo fechado. Portanto, na reunião do Conselho, não será apresentado um acordo a princípio.
Questionada sobre o assunto, a Odebrecht emitiu uma nota dizendo que está negociando: 'A OEC sempre esteve e segue aberta ao diálogo com os representantes do clube e demais partes envolvidas na busca de soluções para o projeto.
Um possível obstáculo é que a Odebrecht incluiu em seu processo de sua recuperação judicial a garantia dada no contrato da Arena Corinthians. Há ainda a possibilidade de os créditos relacionados aos contratos com o Corinthians serem incluídos o que submeteria qualquer acordo aos credores. Na diretoria do clube, há uma crença de que o estádio não será afetado pelo processo.
A reunião do Conselho foi marcada a pedido dos conselheiros que queriam esclarecimentos sobre as negociações da Arena. Alguns membros do órgão disseram que, entre outros pontos, têm que ser explicados o tamanho da dívida total e a com a Caixa; a real situação da negociação com a Odebrecht, como o clube está fazendo a quitação mensal do empréstimo do BNDES/Caixa.
Há ainda quem defenda que só a via judicial poderia esclarecer todos os pontos por meio de perícia de toda a transação. Isso não está, no entanto, incluído no pedido de informações. O Corinthians resolveu uma parte da dívida com a Odebrecht, mas ainda há um caminho para desatar o nó de seu débito.
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