Uma vez ouvi alguém dizer, sobre a quantidade de filmes, peças e obras sobre a ditadura (dentre os quais 1968: o ano que não terminou) que não terminava porque não deixavam terminar. 2005 é isso para o futebol brasileiro. Prova-o o documentário recente sobre o tema.
Que corinthiano não está farto de ouvir falar de 'apito amigo' e 'reembolso' embora, sistematicamente sofrendo com erros (para não dizer roubos) grotescos como o jogo contra o Boca Jrs na Libertadores de 2013, as finais das Copas do Brasil de 2018 e 2022, os esquisitíssimos jogos que Wagner Nascimento Magalhães apitou contra América MG (Copa do Brasil 2020) e Juventude (Copa do Brasil 2024), o clássico contra o SPFC que Rafael Klein apitou no Brasileiro de 2024 (quando os jogadores tricolores até cotovelada na área davam, mas os corinthianos eram expulsos por esbarrões), afora os INÚMEROS lances bizarros contra Palmeiras e Flamengo ao longo dos anos que, sinceramente, não tomo por pessoais: estes times têm sido beneficiados não importa contra quem.
Fossem outros times, tais jogos estampariam jornais e seriam tema de manchetes, mas, como a vítima foi o Corinthians, sempre se fala no tal 'reembolso'. Por quê? Por causa de 2005, algo que aconteceu há 20 anos e a maioria nem sabe explicar o que foi.
Primeiro, misturam os assuntos, 'máfia do apito' e 'pênalti no Tinga', sem sequer se atentar ao fato de que o juiz da máfia do apito, Edílson Pereira de Carvalho, não era o do jogo do tal pênalti (Márcio Rezende de Freitas). Sobre o pênalti, direi poucas palavras: como o Cacá Catalão, do Canal do Povo Escolhido, disse no vídeo que fez sobre o tema:
Mesmo que marcasse, quem garante que converteriam o penal? E se o convertessem, quem garante que o jogo terminaria com vitória colorada? Pior, mesmo que terminasse, mantidos os demais resultados do campeonato, O INTER NÃO SE SAGRARIA CAMPEÃO, posto ter perdido do rebaixado Coritiba e ter ficado muito atrás do Corinthians no saldo de gols (obrigado, Santos).
Sobre a máfia, anulação de jogos, etc, vamos lá: um juiz foi pego manipulando resultados: o que fazer, senão refazer seus jogos? Foi o que pediram os órgão responsáveis na época e o Tribunal de Justiça Desportiva acatou. Aliás, era o único torneio 'salvável', o paulista e a Libertadores (que ele também apitara) já estavam encerrados e a Série B em sua 2ª fase, com os times eliminados já desmontados. O que dava para salvar com justiça era a Série A do Brasileiro.
Acreditem, houve quem defendesse a manutenção dos jogos manipulados, como o maldito dirigente colorado Fernando Carvalho - sim, aquele do DVD. Jornalistas, personalidades... Será que não pensam? Como você chancela jogos apitados por um sujeito que confessou manipular os resultados? Se houve um campeonato limpo, foi esse! Acharam um cara roubando e refizeram as mutretas dele.
Houve quem no Internacional comemorasse isso, aliás, porque o Inter não vencera os 2 jogos que seriam refeitos. Porém TAMBÉM NÃO VENCEU NAS NOVAS PARTIDAS e o Corinthians, que perdera ambos os jogos (um deles com um penal inexistente assinalado a favor do SPFC pelo ladrão), venceu um e empatou o outro. Com 4 pontos onde antes fizera 0, pulou à frente da tabela.
Se tomada a tabela apenas com os jogos COMO DEVERIAM SER, o Corinthians liderou 2/3 do campeonato, e o Inter não liderou sequer uma rodada - e foram 42!
Não existe 'campeão moral', 'título manchado', nada disso.
Existe um time chorão, que não vence um brasileiro desde os tempos em que os times do eixo priorizavam estadual (no último brasileiro do Inter, em 79, Corinthians, Santos, Portuguesa e São Paulo nem estavam no certame, priorizando o Paulistão), que ganhou MUITA coisa na mão grande (reclama tanto de 2005, por que não fala do Brasileirão que José Roberto Wright ajudou eles a tomar da gente em 76, por que não falam da Copa do Brasil que José Aparecido de Oliveira - sim, aquele que não expulsou o Edmundo no derby de 93 - tirou do Flu e deu a eles em 92?), e de outro um time que é perseguido pela mídia, vê todas as suas conquistas desmerecidas desde seu primeiro paulista em 1914 até o último neste ano.
Os torcedores do time chorão foram bem treinados a reclamar de tudo. Receberam seus fracassados jogadores no aeroporto em 2005 como campeões morais (os tais campeões morais não foram capazes de ganhar de um time rebaixado na última rodada?), assim como, em 2020, reclamam porque não lhes assinalaram um pênalti inexistente e não validaram um gol impedido (sim, são estas as reclamações deles no lance do '41 anoooos', que já foi há 5 anos...)
Os nossos torcedores são muitas vezes enganados pela mídia, pela imprensa, pelo debate que nos é prejudicial. Os ditos corinthianos da grande mídia nada fazem para defender o Timão, que o diga Juca Kfouri, que torceu CONTRA o Corinthians em 2005. Muitos náo eram nascidos ou não lembram de 2005, então não caiam em conto da carochinha, saibam como as coisas se deram para responder adequadamente a esses PALHAÇOS que insistem em denegrir uma conquista histórica do maior time do mundo. 'Et cognoscetis veritatem et veritas liberabit vos'.
Podem ter certeza que essa polêmica crescerá, que pedirão que se questione 2005 judicialmente, farão narrativas, memes, pressionarão arbitragens contra a gente.. Façamos nossa parte! E fiquemos em cima do CLUBE para, institucionalmente, vir a público se posicionar contra essa pouca vergonha ------------------------- Outro link interessante