Não existe neutralidade na sociedade.
Todo ser social é influenciado pela sociedade em que ele vive, e fazer ou não fazer algo implica tomar uma posição, querendo você ou não.
Tratar temas sociais com 'neutralidade' é apenas deseducar, despolitizar e, em última análise, esconder as reais intenções do interlocutor.
O Corinthians não é diferente, pois é fruto da vontade e pensamentos dos seus fundadores. Tratá-lo como apenas 'futebol' seria diminuir a própria instituição e apagar a nossa história de democracia e resistência.
Não é à toa que os adversários querem nos diminuir com apelidos nitidamente classistas (gambá, sem dente, povo 'feio', ladrão, time de presidiário e por aí vai). Que classe social é jogada para esse estereótipo? O trabalhador, o povo.
Sentem-se superiores a nós porque pertencem a outra classe social, a 'elite' (soberanos, donos da 'cor da inveja' - cor do dinheiro).
Sócrates não fez o que fez pelo Corinthians sem pensar na nossa história. Ele nos escolheu porque somos o povo (o clube mais brasileiro).
Que espectro político Sócrates estava? Ele era isento? Não, era progressista.
Time da democracia, time do povo, time do oprimido e excluído, time das lutas por igualdade, time das minorias, time da torcida que não abandona, porque sabe que o Corinthians representa a luta dos explorados.
Não confundam política com político.
Não fujam das suas origens.
'É o time do POVO, é o Coringãooooooooo (...)'