Delcio Quintale
Obviamente que não espero que esse tópica que seja fixado no site, mas acredito ser necessário falar a respeito.
Tenho 44 anos e vivi e assisti a transição do jornalismo esportivo. O romântico auge do Mesa Redonda com Avalone, O cartão verde da Cultura e do Flávio Prado, a Placar do Juca Kfuri, jornalistas como Juarez Soares, Armando Nogueira, José Trajano e outros tantos... Homens sem dúvida nenhuma de muita inteligência, mas nenhum metido a intelectual.Não havia uma decepção por falarem somente de Futebol, uma frustração por estarem no esporte - E como disse acertadamente o jornalista Milton Neves: O futebol é coisa mais importante dentre aquelas que não tem importância. É isso mesmo! Hodiernamente os jornalistas esportivos tem uma espécie de frustração por pertencerem ao mundo esporte e do futebol, tem a necessidade de comentarem política, economia, biografias, literatura e assuntos colaterais... São ácidos, agressivos, soberbos e arrogantes em quase sua totalidade, com um ar de superioridade sem limites... Não é difícil ser genial perto das pessoas que estão mundo do futebol, mas daí ser arrogante é demais. A nova safra de jornalistas esportivos é tão ruim quanto o futebol que se prática hoje no Brasil, vez ou outra aparece uma luz no futebol e no jornalismo. Ontem, visualizamos uma cena patética do jornalista Raniere tentando amassar Carille. Sem propósito, sem educação. Uma vergonha para a Jovem Pan, que eu admiro.