Alexandre Inácio
Temos que respeitar o Carille e deixar o homem trabalhar! Basta lembrar que tivemos 3 treinadores ano passado, sendo um deles um completo desastre que foi o Jair Ventura.
Portanto é óbvio que o trabalho a ser feito é muito grande e se enganou quem achou que o Professor Fábio iria chegar com uma varinha de condão e deixar o time jogando o fino da bola do dia pra noite.
O elenco sequer está fechado, pois há diversos jogadores chegando como Jr Urso, Mendez, Lucão, e o caso da lateral esquerda que ainda irá voltar o Carlos Augusto e a situação do Arana que ainda não houve um desfecho.
Dita a obviedade de que temos de ter confiança no Carille e deixá-lo trabalhar, então podemos ir à críticas construtivas.
O Paulista é pra testar e erra nessa fase mesmo! Demos azar de pegar o Racing com pouco mais de 30 dias de trabalho, a chance de passar por eles mesmo se o time estivesse voanda já não seria altas, pois atualmente se trata do melhor time argentino.
Então pensando para a temporada, e não apenas para esse jogo, podemos dizer que a chave principal para o trabalho nesse ano é encontrar o sistema definitivo e fazer os jogadores entrosarem.
O time de 2017 jogava no 4-2-3-1 para construir jogadas e se defendia no 4-4-2.
O sistema de defesa no 4-4-2 é mais óbvios precisando de duas linhas compactas e com dois homens mais livres à frente, mas ainda assim pressionando os zagueiros para não deixar tão fácil a construção.
A análise do 4-2-3-1 é um pouco mais complexa, pois tanto na linha de 2 volantes quanto na linha de 3 meias temos funções diferentes para os jogadores, tratava-se de:
GOLEIRO (Cássio)
LD (Fagner)
ZAG (Balbuena)
ZAG (Pablo)
LE (Arana)
VOL (Ralf)
VOL (Maycon)
FALSO PONTA (Jadson)
MEIA ATACANTE (Rodriguinho)
PONTA (Romero/Clayson)
CENTROAVANTE (Jô)
Os dois volantes protegiam a zaga, mas um deles era responsável por buscar o jogo e quebrar as linhas.
O falso ponta jogava aberto, mas ao invés de dar profundidade caia para o meio para auxiliar o meia atacante no centro a criar jogadas e concluí-las.
O ponto dava profundidade ao time e era um verdadeiro escravo do esquema tático, por isso que o Romero se destacou tanto na função.
Tentando replicar o mesmo esquema de 2017 para fazê-lo funcionar antes de tentar algo mais complexo como o 4-1-4-1 acho que os seguintes jogadores se encaixam mais nessa proposta:
GOLEIRO (Cássio)
LD (Fagner)
ZAG (Marllon)
ZAG (Manoel)
LE (Avelar)
VOL (Ralf)
VOL (Jr Urso)
FALSO PONTA (Jadson)
MEIA ATACANTE (Love)
PONTA (Ramiro)
CENTROAVANTE (Gustagol)
Nessa escalação o Jadson repetiria a função que exerceu contra o Palmeiras jogando aberto pela esquerda, o Ramiro jogaria aberto pela direita sendo o escravo tático desse esquema e jogando da mesma maneira que se destacou no Grêmio, o Jr Urso faria o mesmo papel do Maycon, Love faria a função de Falso Dez, que é basicamente um atacante jogando atrás do Centroavante, como o Rodriguinho fazia na dobradinha com o Jô.
Dessa maneira emularíamos a mesma maneira de jogar com a inversão apenas dos jogadores abertos já que o Ramiro joga pela direita e o Jadson comprovou repetir esse papel tático apenas jogando pela esquerda contra os porcos.
O que vocês acham?
