Eduardo Bernardi
Eu fico me perguntando até que ponto essa filosofia clichemente chamada de 'sem loucuras' pode dar certo no mundo futebolístico.
Muitos gostam de usar como exemplo o nosso time de 2017. Ok. Realmente não era um time caro que desbancou rivais milionários em apenas um dos campeonatos importantes. Na Copa do Brasil fomos eliminados por um rebaixado, e na Sulamericana não tem nem o que comentar daqueles jogos.
Se formos parar pra pensar e analisar o real desempenho das equipes 'sem loucuras' e dos milionários, percebemos que o segundo tipo chega para ser campeão em todas as competições. Pode até não ser, mas está sempre ali pintando como favorito. Uso como exemplo o Palmeiras de 2018. Final do Paulista, campeão brasileiro e semifinal da Libertadores. E o mais importante de tudo isso, é a certeza de que terá o mesmo time (até mais reforçado) para disputar no ano seguinte tudo de novo.
Nós começamos cada ano com uma incerteza maior. Sempre vivendo de passado, olhando pra trás pra planejar o futuro. Não acho que Carille vá resolver nada. Esse time de 2018 conseguiu ter o pior rendimento da história do clube excluindo a taça João Havelange de 2000. O time 2007 ficaria na frente pelo número de vitórias.
Acordem! O futebol é dinheiro! Vi hoje mesmo a reação dos torcedores em pagar 900 mil para o Thiago Neves. Isso se tornou algo natural. Quer um jogador de nome? Pague! E a maioria dos grandes clubes estão pagando. Ninguém percebeu que Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Cruzeiro e etc estão todo santo ano lá em cima? Não há uma aberração que nem nós que como atuais campeões quase somos rebaixados no ano seguinte.
Se formos tratar o futebol com teto salarial de 500 mil, podem começar a desfazer a imagem do todo poderoso que conhecemos, pois será apenas mais um clube brasileiro de grande passado e nenhum futuro.


