Homer Fiel
Concordo com o que você disse! Mas discordo completamente quando você diz que não faz sentido sermos patrocinados por empresas luxuosas. Termo que eu também acho que você está equivocado.
A questão sobre a torcida Corinthiana é que não importa a classe social, sexo, raça, orientação sexual, etc, etc. O Corinthians sempre será a maioria em todas essas classificações. Por conta disso somos um time aberto para ser patrocinado por qualquer empresa.
O Corinthians sendo um clube popular, não significa que não podemos ser patrocinados por essas empresas 'luxuosas' ou algo assim. A verdade é que as empresas se preocupam com a sua imagem e de maneira alguma pagariam para ver suas marcas sendo exibidas em cenas de violência na televisão. Esse é o maior problema do futebol sul-americano e continuará por décadas.
Todos sabem que a Libertadores não tem a mesma credibilidade de uma Champions League, mas na minha opinião o maior problema da nossa Libertadores é a falta de organização, falta de estrutura, falta de planejamento, falta educação, falta de fair play. Perdi a conta de quantas vezes vi cenas de violência na Libertadores e a Conmebol não fazer nada, perdi a conta de quantos objetivo foram atirados nos jogados em campo enquanto cobram um escanteio ou um lateral, é simplesmente ridículo a policia fazer escuto para que um jogador faça isso!
Nós podemos não tem o mesmo dinheiro que tem na Europa, mas temos clubes enormes, com grandes histórias, grande feitos, é ridículo a nossa organização. Todos sabem que até os anos 90 a Libertadores não tinha credibilidade nenhuma, nem mesmo no Brasil, aonde a maioria do jogadores fingiam lesão para não jogar. Sempre foi uma grande palhaçada as organizações dos campeonatos sul-americanos e nacionais. Nos anos 2000 começou uma grande melhora, e espero que continue, mas em quanto houver cenas de violência e falta de organização, nossos clubes não terão grandes patrocinadores.
em Bate-Papo da Torcida > Patrocinadores do Corinthians: uma análise
Em resposta ao tópico:
Bom dia pessoal. Gostaria de compartilhar com vocês pensamentos
Muitos candidatos a presidente criticaram demais nosso departamento de marketing. Alguns, como Tuma Jr. E Citadini, questionaram muito o 'aluguel' de espaços na camisa para empresas quase desconhecidas, como Cia. Do Terno e Ultra Energéticos. O que acontece aqui, em minha opinião, é a síndrome do vira-latas combinada com megalomania.
Explico: alimentamos sonhos. Sonhos do Corinthians multi-campeão, disputando e vencendo os (outros) gigantes do futebol, como Real Madrid, Manchester United ou Bayern. São clubes laureados, são a elite do futebol do mundo. E o Corinthians deve estar entre eles. E o hábito faz o monge: queremos nos vestir como eles. E, por isso, merecemos ter a camisa como a deles, com o apoio de Emirates, Chevrolet, Jeep, Etihad.
Mas... Como o Corinthians, somos brasileiros. E não é necessário explicar nossa situação econômica. Quais são os patrocinadores do futebol brasileiro hoje? A Caixa é a principal. Quando fomos patrocinados por ela éramos alvo de intensas críticas. A Crefisa é uma exceção. Os clubes gaúchos são patrocinados pelo banco público estadual, o Banrisul. Patrocinadores secundários são a Vale Express, a Mind Idiomas, a Algar Seguros, a Alcatel, a UniBrasil, a Positivo, a Frescatto, a Carabao - empresa, aliás, que patrocina o Chelsea e a FA Cup na Inglaterra mas que não conseguiu entrar no mercado brasileiro. E quais os patrocinadores sul-americanos? O banco BBVA patrocina Boca e River, não está presente no Brasil - é o dono do espólio do antigo Banco Francés argentino e aqui só atuou quando comprou o Excel Econômico, que foi recomprado pelo Itaú. A Hitachi ainda patrocina o Velez Sarsfield e é uma exceção.
Muitos desses patrocinadores secundários entraram no mercado e continuam com o Corinthians. O marketing do clube é tão ruim assim? Queremos empresas gigantes como Toyota, Ford, Microsoft, Apple, NASA. Queremos por quê? Porque nos dão credibilidade! Sim... Mas para ter credibilidade, precisamos construí-la. É de dentro pra fora, e não o contrário.
E o que significa o Corinthians hoje? É um clube popular. Não faz sentido uma empresa luxuosa de aviação como a Emirates ou uma empresa de carros caros como a Jeep patrocinar um clube que tem grande caráter popular. Nosso perfil não é da Apple, é da Positivo. E é essa a nossa riqueza.
Por fim, a cereja do bolo: por que uma empresa paga mais de R$250 milhões em cada cota de patrocínio anual do Futebol na Globo e não aceita pagar R$30 milhões pra estampar a camisa do clube mais popular do sudeste do Brasil - centro econômico e de consumo do país?
Sim, amiguinhos. Itaú, Coca-Cola, Magazine Luiza e os outros patrocinadores do futebol na Globo pagam cada 1/4 de bilhão de reais pra emissora. Em troca aparecem em TODAS as placas de publicidade do campo, durante os jogos e nos intervalos. E a própria emissora não cita nomes de empresas que não sejam suas patrocinadores - como, por exemplo a Allianz e demais empresas que dão nomes a estádios.
E o que a estampa na camisa dá? As marcas aparecem nas fotos com mais zoom. Aparecem, pelo menos no patrocínio máster, nas camisas que os torcedores vestem. Mas ficam imortalizadas no imaginário do torcedor, na história das conquistas materializada na camisa. A nossa memória afetiva continuará eternamente com Kalunga, Suvinil, Excel, Batavo, Pepsi, IVECO.
Termino este (longo) texto com uma receita de bolo que parece fazer sentido - vocês, meus amigos, vão certamente me ajudar:
1) Credibilidade do clube em sua organização e finanças;
2) Foco em nosso público, de marcado caráter popular;
3) Oferecer um 'portfólio' de serviços com potenciais patrocinadores, de redes sociais a pequenos eventos nos jogos e treinamentos;
4) Apoio incondicional da Fiel ao clube e aos seus parceiros.
Abraços a todos.
E Vai Corinthians!








