Rogério Cardoso
O Kazim não cumpre o papel do Jô porque não técnica para isso. Não tem bom domínio de bola, não aparece no lugar certo para dar opção de jogada, não ganha divididas pelo alto...
A consequência disso é que os companheiros ficam até receosos de tocar a bola para ele. Sabem que a jogada quase sempre morre nos pés do Kazim.
O Júnior Dutra aliviou um pouco a ausência de um centroavante de qualidade, mas, ainda assim, o clube precisa se esforçar para trazer um atleta que jogue nessa posição. E que o faça antes do início da Libertadores.
em Análise dos jogos > 4-1-4-0
Em resposta ao tópico:
É impressionante o quanto o Kazim não é participativo sem a bola. Ele teve quase 11 meses de banco assistindo o Jô jogar e não conseguiu assimilar qual era a característica mais importante dele que fazia o resto do time render.
O Jô dava opção de passe o tempo todo do meio pra frente. Fazer a 'casquinha' na bola é importante, com certeza, mas ele não faz isso tão bem quanto, então pra compensar teria que ter bastante movimentação, coisa que fica meio impossibilitada por ele ser pesadão, mas #$!@%, se movimente pouco mas se movimente de forma inteligente.
Kazim não tem essa inteligência, não tem a dominância pelo ar que o Jô tinha, não é bom passador. O único fundamento relativamente bom dele é o domínio de bola quando vem rasteira ou meia altura, e eventualmente faz um pivô nota 7 como no primeiro gol de hoje no passe para o Jádson. É muito pouco.
No segundo tempo entra o Jr. Dutra e o time muda completamente. Vira um 4-1-4-1 de verdade. O Dutra deu opção de passe pelo meio, pela ponta esquerda, pela ponta direita. Ele é inteligente na movimentação, é mais rápido que o Kazim e se não é um exímio finalizador, é decente, não fica devendo nada para o Romero pelo menos.
Guardadas todas as proporções o Dutra consegue emular o papel tático do Jô, mas não tem estatura nem força física pra fazer um pivô tão bom quanto ele e não vai conseguir repetir a jogada da famosa 'casquinha'. Mesmo assim o time fica muito mais leve e perigoso com ele em campo.
O Dourado não vindo acredito que a briga fique entre ele e o Lucca pela posição de nove, e o Corinthians vai ter que se tornar um time bem mais de posse de bola como era em 2015, diferente do ano passado que era um time que dependia muito de cruzamentos.
