Edson Vinícius
Melhor análise que vi até agora (contando com as dos 'profissionais'), com certeza. E o que mais pega pra mim foi justamente esses quesitos:
- Dos 32 gols feitos no ano, 11 foram de pênalti. Quase todos os outros foram de bolas alçadas na área. Fluminense foi o time que mais sofreu pênaltis no ano.
- Em gols de bola rolando ele ficaria atrás de jogadores como André e Lucca.
Semana passada eu parei pra ver todos os gols dele. No Brasileirão, não lembro se foi um ou dois, mas eu acho mesmo que foi só um, gol que ele deu mais que um toque na bola, em todos os outros foram chutes (e cabeçadas) de bate-pronto. Isso significa que ele é um atacante muito dependente. Ele também só tem duas assistências, o que é muito pouco pra um time que vai jogar com a premissa do meio campo subindo para o ataque. Isso é sinal que ele não faz o pivô tão bem assim e que na questão de criação de jogadas ele é péssimo. Acho que um centroavante com essas características, atualmente, já não serve. O centroavante não pode ser um a menos no jogo inteiro... Tem que participar.
em Mercado da bola > Henrique Dourado - Prós e contras
Em resposta ao tópico:
Vou tentar ser sensato na minha análise.
Prós:
- Vive grande fase no Fluminense
- É ótimo finalizador e em 2017 tem a terceira melhor média de aproveitamento no Brasil
- Foi artilheiro do Brasileiro ao lado do Jô
- Sabe fazer pivô e é ótima referencia
- Provavelmente o melhor batedor de pênaltis do Brasil (se não estou enganado só errou um pênalti na carreira)
- Fez 32 gols na última temporada
- É raçudo
- Provavelmente o melhor nome no mercado Brasileiro
Contras:
- É limitado tecnicamente e fica restrito a bolas que precisam chegar nele.
- Dos 32 gols feitos no ano, 11 foram de pênalti. Quase todos os outros foram de bolas alçadas na área. Fluminense foi o time que mais sofreu pênaltis no ano.
- Em gols de bola rolando ele ficaria atrás de jogadores como André e Lucca.
- Os dois melhores anos de sua carreira foram em times limitados que jogavam em função de centroavante, Palmeiras de 2014 e Fluminense 2017
- Quando me refiro a jogar em função de centroavante, me refiro à times que alçam a bola na área o tempo todo como principal recurso. Algo que o Corinthians fez muito pouco no BR17
- Jogar em função de centroavante é algo que não funciona no Corinthians a décadas. Os centroavantes que deram certo aqui foram centroavante com recursos técnicos: Jô, Love, Guerrero, Liedson, Luizão, Viola etc.. Centroavantes limitados tecnicamente e são brocadores não costumam dar certo aqui: Gustagol, André, Elton, Souza, Bill, Didi, Tulio, Clodoaldo etc..
- Junto dele viria um alto custo, já que não possui baixos salários, estimasse algo em torno de 20 milhões em 3 anos entre salários e luvas + o valor do passe
- O valor da multa dele hoje é de 4 milhões de euros, pode ser negociado apenas a parte do Fluminense, algo em torno de 9 milhões de reais.
- Já que estamos falando de valores, com esses valores citados acima é possível trazer algum centroavante que atua na Europa.
Resumo: No Brasil indiscutível que possa ser o melhor nome até por seus números.
Tem características que pode ser úteis mas não é um jogador barato.
Se vier é bem vindo, mas poderiam tentar procurar um jogadores com características mais parecidas com a do Jô antes de fecharem com ele.
Ao menos consultarem outros nomes.
Nomes que podem ser consultados no mercado com características mais próximas de Jô:
- Abel Hernandes, 27 anos, Uruguaio. Atualmente no Hull City e tem contrato vencendo em junho/2018. Se recupera de lesão e volta a jogar em fevereiro. Está no Hull City-ING desde 2014. Já se declarou fã do Fenômeno e atém até uma tatuagem com o rosto dele além de ter dito ter vontade de jogar no Corinthians.
- Adrian Ramos. 31 anos, Colombiano. Contrato com o Chongqing da China encerra em junho de 2018, mas como esteve emprestado nas últimas duas temporadas, os Chineses poderiam rescindir contrato. Em sua melhor fase na Alemanha chegaram a comparar ele com Lewa.
Ambos são atacantes altos, passagens por seleção, experiência na Europa e jogadores técnicos.
Não são contratações impossíveis, são ótimos jogadores sul-americanos 'esquecidos' na Europa como estava Guerrero em 2012.
