Matheus Oliveiria
Ia fazer um tópico exatamente sobre isso.
Infelizmente(ou felizmente não sei ao certo) não temos um bom histórico contratando jogadores de nome vide Adriano, Pato ou o retorno de jogadores do próprio Corinthians tipo os casos de Marcelo Mattos, Elias, Cristian, Douglas.
Por isso sou contra a volta do Castan e Sheik que o pessoal aqui tanto pede...
em Bate-Papo da Torcida > Melhor contratar um jogador de grupo do que um craque estrelinha
Em resposta ao tópico:
Estou vendo muita gente aqui do fórum dizendo que o Corinthians não pode se limitar em contratar jogadores “sem nome”, jogadores baratos e/ou que vem de times pequenos, com o argumento de que o Corinthians é grande e tem que pensar grande. Vi muitas críticas feitas a Kazim, Fellipe Bastos, Paulo Roberto e agora Júnior Dutra. Tudo bem que os dois primeiros não tiveram um desempenho satisfatório esse ano, mas a história recente do Timão mostra que é mais importante ter um grupo 100% unido do que ter jogadores que se acham mais que os outros. O Corinthians conquistou coisas grandes nos últimos anos com muitos jogadores que ainda não tinham um destaque nacional nem internacional. Exemplos: Chicão, André Santos, Elias, Douglas, Dentinho, Ralf, Paulinho, Willian Bigode, Romarinho, Malcom, Rodriguinho, Arana, Maycon... Um time campeão se constrói mesclando jogadores cascudos e experientes com jogadores “operários”, que almejam crescer junto com o time. Só que todos os jogadores precisam estar alinhados à filosofia de grupo que foi implantada no clube desde 2008 com Mano, Tite e Carille. Uma das principais características do Corinthians desde 2008 que levou o time a grandes conquistas foi o bom ambiente de trabalho. Os jogadores que não se encaixam nessa filosofia acabam se dando mal. Em 2011 o zagueiro Chicão não aceitou ir para a reserva e foi afastado pelo Tite. Quando entendeu a situação, voltou ao time e foi campeão mundial. Em 2013 o Corinthians achou que estava fazendo um grande negócio ao gastar uma bolada para contratar o “craque” Alexandre Pato e todos nós sabemos o que aconteceu. Depois daquele pênalti perdido o Tite resumiu a situação em uma frase: “Pato, tu tem que deixar de ser egoísta”. No Campeonato Brasileiro desse ano o Atlético-MG montou um time com vários jogadores de alto nível (Fred, Robinho, Cazares, Otero, Valdivia, Elias, Fábio Santos...) e após o empate contra o Botafogo no Rio o lateral Marcos Rocha deu a seguinte declaração: “Nosso time tem que parar de ser egoísta. Quando ganha, ganha o time todo.” Enquanto isso o Corinthians no começo do ano, sem dinheiro para grandes investimentos, fazendo contratações pontuais, promovendo jogadores da base por necessidade, foi taxado como a “Quarta força” e conquistou dois títulos. Pra 2018 nós já temos alguns jogadores cascudos: Cássio, Fagner, Jadson, Jô, Danilo, e eu coloco até o Balbuena nessa lista pelo que apresntou esse ano. Poderia vir mais uns dois jogadores experientes pra compor a lateral esquerda e a zaga. Mas o mais importante é não ver somente a qualidade técnica do jogador a ser contratado, tem que conhecer a PESSOA que vai entrar no grupo. A parte psicológica do atleta é tão importante quanto a parte técnica, tática e física. Quem sabe não surge um novo Ralf, um novo Paulinho ou num novo Romarinho.
