Otavio Sccp
Infelizmente, essa é a realidade.
Se ele não entra em campo, o gol não sairia.
Seríamos eliminados, porque o Santos Futebol Clube passaria no saldo de gols.
Está na hora de começar a cobrar o departamento médico. Não dá para perder jogador toda hora por questão muscular. O futebol brasileiro sempre foi assim: calendário apertado, jogos em sequência. Isso não é novidade para ninguém.
O diferencial do Flamengo e Palmeiras, além da técnica, é a intensidade.
E este ano o Corinthians mostrou que pode ter qualidade e intensidade.
Mas, para sustentar isso, precisa ter um departamento médico à altura. Caso contrário, vai acontecer sempre a mesma coisa: toda vez que o time elevar o nível, nos jogos seguintes vamos sofrer com o que já vem acontecendo desde o ano passado — jogadores contundidos por fadiga muscular.
Um exemplo claro é o Botafogo: time competitivo, intenso, mas constantemente com atletas no departamento médico.
Se o Corinthians quer manter alto nível, qualidade e intensidade, precisa alinhar desempenho físico e estrutura médica. Caso contrário, o ciclo vai se repetir.

