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Post de CARLOS no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Me desculpe, mas na minha opinião temos dois times. Um que joga na NQA com mais de 40 mil torcedores empurrando o time. E outro que faz o que dá fora de casa. Isso só muda em jogos decisivos, o que é a próxima decisão.

O técnico do Corinthians não tem o devido comando sobre o elenco porque os slários estão atrasados, e não temos um elenco que permita a ele colocar um titular fazendo corpo mole no banco (porque não temos um banco do mesmo nível).

Não julgo o trabalho do Dorival com rigor porque a gente sabe como nosso time é...

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Corinthians repete erros e tira dúvidas sobre Dorival

A derrota contra o Bahia, em casa, foi mais do que um simples ponto perdido no Brasileirão. Foi a materialização de dois fantasmas que assombram o Corinthians há tempos: a crônica imaturidade para administrar resultados e as escolhas táticas e de substituições que transformam potencial em perplexidade.

  • O primeiro tempo: o roteiro de sempre, a frustração de sempre.

O Corinthians começou bem, marcou um gol cedo e, como em um déjà vu angustiante, imediatamente diminuiu a intensidade. A sensação de que 'o jogo estava controlado' pareceu se instalar nos jogadores, que recuaram e entregaram a iniciativa ao Bahia. A consequência foi um primeiro tempo que virou um compêndio de erros antigos: marcação passiva, meio-campo permeável e uma zaga exposta. Os dois gols sofridos, um de fora da área e outro de pênalti, foram a cereja de um bolo mal-assado. Era a repetição do mesmo filme exibido contra Santos e São Paulo - a incapacidade de matar o jogo quando se tem a chance, uma postura que beira a arrogância e sempre cobra seu preço.

  • O segundo tempo: a reação insuficiente e o banco que não ajuda.

Perdendo por 2x1, o Corinthians ao menos mostrou reação no segundo tempo. Criou oportunidades, pressionou, buscou o empate. No entanto, a falta de pontaria e decisão no último terço do campo foi apenas parte do problema. A grande interrogação veio do banco de reservas. As alterações feitas pelo técnico Dorival Júnior pareceram mais desorganizar do que solucionar.

A saída de Memphis Depay, ainda sem ritmo, era esperada. Porém, a manutenção de Raniele, visivelmente perdido em sua função principalmente após a saída da linha de três zagueiros, foi incompreendida. A dupla de substituições que mais gerou estranheza, no entanto, foi a retirada justamente dos principais articuladores: Breno Bidon e Rodrigo Garro. Sem eles, o meio-campo perdeu toda a conexão com o ataque.

Em seu lugar, entrou Vitinho, ponta de ofício, tentando atuar como meia centralizado - uma solução que soou improvisada e não funcionou. Para completar o cenário de desencontro, entraram Pedro Raul e Gui Negão. O primeiro foi uma presença invisível, sem receber uma bola em condições de finalizar. O segundo, um jogador que ainda não encontrou sua forma nesta temporada.

O resultado foi um ataque desmontado. O time, que já tinha dificuldade para criar, passou a depender de jogadas individuais e bolas longas para uma dupla de atacantes que nunca combinou entre si. A sensação foi de que as mudanças, em vez de injetar sangue novo, cortaram as veias criativas da equipe.

  • A Crise Dupla: Jogadores e Comissão.

A derrota deixa uma lição amarga e clara. O problema do Corinthians é duplo. De um lado, um vestiário que parece não aprender com seus erros recorrentes, caindo sempre na armadilha da complacência após abrir o placar. Do outro, uma comissão técnica que, nos momentos decisivos, não consegue ler o jogo com clareza e fazer as substituições corretas para virar o rumo da partida.

Enquanto o time peca pela soberba em momentos de vantagem, o banco peca pela falta de lucidez e de soluções eficazes nos momentos de dificuldade. Esta combinação é explosiva e explica por que um time com jogadores de qualidade segue patinando e deixando pontos preciosos pelo caminho. A torcida, mais uma vez, fica com a angústia de ver seus erros sendo repetidos em câmera lenta, sem que haja, aparentemente, aprendizado ou correção de rota. O que era para ser um jogo de reafirmação em casa, tornou-se um novo capítulo de uma crise que é, acima de tudo, de identidade e de gestão – tanto dentro quanto fora das quatro linhas.

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