Patric Breda
Discordo. Se tivesse ganho, não teria esse texto.
O problema é que o Dorival mexeu mal, e com as substituições o time piorou.
Ele tirou o Yuri, que não é um centroavante dos sonhos, e mudou totalmente a característica do time pra piorar. Ao invés de ele colocar o Gui negão, que pelo menos corre e é trombador, ou até mesmo o péssimo Pedro Raul, ele colocou o Vitinho, que de atacante não tem nada. Ele é meia! Ele não briga entre os zagueiros, ele não faz pivô, ele não é tão rápido pra puxar contraataque, ele não é bom nem de cabeça. Ele é o arco, e não a flecha.
Aí o time recuou mais ainda com três zagueiros, perdeu o ataque e esvaziou o meio campo.
Aí quando o Vitinho perdeu a bola, o volante, que nem sei qual é a sua qualidade, não serviu nem pra matar a jogada.
Pra piorar, o juiz errou feio.
E o neneca aceitou.
Foi uma sequência de erros, que culminaram no empate. Principalmente do técnico, que escalou bem, mas mexeu muito mal.
em Bate-Papo da Torcida > Faltou leitura de jogo: o contra-ataque que o Corinthians não podia...
Em resposta ao tópico:
Sério… alguém consegue me explicar a necessidade disso?
Você está vencendo um clássico fora de casa, jogo amarrado, tenso, daqueles que se ganha no detalhe. O Corinthians vinha extremamente organizado, com um 4-1-4-1 sólido, linhas compactas, sem dar UMA chance clara de contra-ataque para o Santos durante boa parte da partida. Controle emocional, leitura correta do jogo, cenário perfeito pra administrar o resultado.
Aí vem o fim do jogo… e simplesmente some qualquer noção de contexto.
O time se lança com 7,8 jogadores no campo ofensivo, laterais, meias tudo no campo de ataque, e os zagueiros ficam expostos em mano a mano no meio-campo, exatamente no minuto em que o adversário mais aposta no erro.
O resultado? Falta no contra-ataque (que não foi). Roteiro repetido. Clássico decidido não pela qualidade do rival, mas pela falta de leitura nossa.
Não é covardia baixar linhas.
Não é retranca segurar um resultado fora de casa.
Isso se chama inteligência competitiva.
Clássico não pede show, pede sobrevivência.
E o Corinthians, que estava maduro e seguro, resolveu brincar com o perigo quando menos podia.