Danilo Oliveira
O ano mal começou e mais uma vez o resultado não foi a vitória. Empatar em casa nunca é o cenário ideal — mesmo sendo um clássico contra o São Paulo — ainda mais levando em conta o momento vivido pelos trikas. Fica a sensação de um jogo que poderia, e deveria, ter sido resolvido.
A impressão passada é que o Corinthians entrou em campo acreditando que decidiria a partida a qualquer momento. No primeiro tempo, até houve oportunidades claras, principalmente antes e depois do 1x0. A chance desperdiçada pelo Matheuzinho pesa, porque, na única oportunidade real do adversário, eles foram eficientes e buscaram o empate.
Não é caso de desespero. Estamos no início da temporada, mas o sinal de alerta já se acende, assim como aconteceu no jogo anterior. A começar pela escalação: Kayki não fez uma partida ruim, mas não costuma figurar entre os titulares, e iniciar um clássico nessas condições chama atenção. Os dois Andrés também não estiveram bem. O garoto foi mais participativo, teve um bom fim de primeiro tempo, mas ainda prende demais a bola em alguns momentos.
Não se trata de crítica aos meninos da base — pelo contrário. São jovens, têm potencial e precisam de tempo para amadurecer. O ponto central é coletivo. O Corinthians precisa, de forma imprescindível, fazer a bola passar mais pelo Bidon. Quando ele participa, o time cria, ganha dinâmica e melhora individualmente. À medida que a bola deixa de passar por ele, o rendimento cai e o jogo fica previsível.
O empate em casa incomoda, sim, mas serve como ajuste de rota. Ainda temos um clássico fora contra o Santos na quinta-feira, e será mais um teste importante para entender até onde esse time pode evoluir no curto prazo. Alerta ligado, cabeça fria e trabalho.
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