Homem-aranha
Esgotamento emocional tem a torcida em ver Yuri Alberto 90 minutos em campo
em Bate-Papo da Torcida > Menos corneta, mais ciência
Em resposta ao tópico:
Muitos criticaram o futebol do time no jogo de ontem dizendo que os jogadores não encararam a partida como uma verdadeira final de Copa do Brasil.
Fui dormir muito irritado porque achava que o time ia aproveitar a pressão da torcida para levar uma boa vantagem para a final no Maracanã.
Afinal, o Vasco é um grande freguês nosso.
Com a cabeça fria ponderei que o os jogadores tinham atingido a exaustão emocional. Ontem, eles estavam sendo forçados a dar mais “uma” depois de 2 orgasmos seguidos que, convenhamos, foram devastadores.
O maior sinal de exaustão emocional foram os passes errados de 3 metros e a entrega boba de bola para os vascaínos agindo como bagres lazarentos.
A ciência do esporte mostra que o buraco é mais embaixo. O que parece falta de vontade é na verdade exaustão emocional.
No fim de uma temporada extenuante, com jogos 2x por semana e estádios com mais de 40 mil pessoas, o sistema nervoso central entra em colapso e os jogadores começam a se comportar como se fossem zumbis.
Sob estresse extremo, o jogador perde a capacidade de calcular força e direção. Ele sabe o que fazer, mas o cérebro não processa e as pernas não executam.
Além disso, com as pernas e os pés não obedecendo a cabeça, diante da pressão de um estádio lotado, os jogadores começam a agir como bêbados de fralda cheia.
Para um cérebro emocionalmente esgotado, uma corrida de 10 metros parece uma maratona. A coordenação motora fina é a primeira a sumir quando a reserva de energia mental acaba.
O desempenho medíocre em uma decisão de campeonato de mata-mata não é, portanto, falta de raça, é limite biológico, emocional.
Clubes de ponta, como o Palmeiras e o Flamengo, já usam neurociência para monitorar o estresse emocional de seus atletas.
É por isso que defendo a SaFiel. O futebol exige muito dinheiro, muita ciência e tecnologia. E o Corinthians tem potencial econômico para ser mais poderoso que o Flamengo e o Palmeiras juntos. Perguntem ao Osmar Stabile se ele sabe o que é esgotamento emocional.