João Ortiz
Entrei ontem numa live do YouTube em que disseram que estavam debatendo a SAFIEL. O que eu vi foi só os donos da SAFIEL se auto enaltecendo e os debatedores lacrando o Rozalla e o Metaleiro da Gaviões. Fui me meter a dar pitaco no assunto fazendo algumas perguntas, só tomei lacrada.
De que jeito querem explicar o projeto e o plano de negócios?
Diante da falta de resposta às perguntas, vou colocar aqui os pontos não explicados.
De onde vai sair o dinheiro de investidores, sem que haja uma explicação à torcida.
Não dá para se basear numa sociedade anônima na base do entusiasmo. É preciso que fique bem claro como o dinheiro captado vai ser suficiente para quitar a dívida, como é proposto.
É muito difícil acreditar que não tem algum investidor de olho. Está na cara, pelo que eu vi. Por que não falar quem quer comprar o Corinthians.
Se o futebol for passar todo para a SAF, por mais que tenha ingerência do clube e da torcida na administração, não há que se falar em investimento do torcedor corinthiano ou de investidores de capital. Se já começa com falta de transparência, quem vai acreditar?
Torcedor não é futebol, como quer o Eduardo Lassio, futebol é esporte. Torcedor não é em si categoria jurídica ou capacitação razoável para ser considerado ente sujeito de direitos, como pretendem. Torcedor é considerado no todo, como sujeito de direito, em determinadas circunstâncias, que nada têm a ver com participação acionária, portanto a SAFIEL não se assenta em premissa verdadeira.
Não há, por fim, paralelo entre o modelo do Bayern de Munique, que é uma SAF de capital fechado, na qual os sócios do clube têm a maioria das ações. É absolutamente inviável, dado o poder aquisitivo dos sócios do Corinthians. Não conseguimos arranjar dinheiro suficiente para quitar o estádio por meio de uma vaquinha, que a grana vai tudo direto para o credor. Como é que vamos capitalizar uma empresa, que mal sabemos como vai funcionar.
Torcedor, não se iluda.










