Micah Sccp
Três letras: SAF
em Bate-Papo da Torcida > O que fazer para ainda termos um time para torcer?
Em resposta ao tópico:
1. Profissionalizar a gestão
Criar um departamento de futebol independente do clube social.
Nomear executivos com histórico de sucesso no futebol, não apenas ex-jogadores ou aliados políticos.
2. Separar o clube social do futebol
Criar uma empresa (SAF ou modelo similar) para o futebol.
Clube social continua como associação, mas sem interferência no time profissional.
3. Reduzir a folha salarial
Parar de contratar medalhões caros com contratos longos, rescindir com jogadores que não condizem com a situação atual.
Apostar em jovens da base, com folha reduzida e foco em performance e revenda (O próprio Gui Negão é um case de sucesso, rende mais que Romero, Talles, Hector e todas aquelas perebas caras).
4. Negociar dívida
Fazer refinanciamento com credores.
Vender ativos (ex: parte de jogadores ou percentuais de receita futura).
Buscar novos patrocinadores e acordos comerciais mais vantajosos.
5. Transparência e prestação de contas
Abrir números publicamente.
Atrair investidores com governança clara.
🧱 Obstáculos reais
Resistência política: conselheiros e aliados do atual grupo não querem perder poder.
Falta de pressão da torcida organizada: parte das torcidas têm relações próximas com dirigentes.
Modelo arcaico de gestão: enquanto clubes como Botafogo, Cruzeiro e Vasco viraram SAF, o Corinthians ainda funciona como nos anos 90.
Receitas comprometidas: parte do dinheiro da TV, patrocínio e bilheteria já está antecipada.
O Corinthians precisa passar por um choque de gestão, mas dependeria de vontade política real (de dentro e fora do clube), profissionalização radical, quebra de velhos vícios administrativos, apoio da torcida à reestruturação (que pode doer no curto prazo).
Sem essas mudanças, o clube corre o risco de virar um novo Cruzeiro pré-SAF: endividado, sem crédito, e cada vez menor. Pior que Cruzeiro, a gente pode acabar falindo e ter que recomeçar do zero, literalmente.
