Thaicio Maciel
É muito diferente, em todos os aspectos.
Primeiro que a confusão iniciou-se quando alguns torcedores queriam 'adentrar' o portão de acesso ao setor de cargas - destino de clubes para embarque/desembarque descomplicado, onde o BEPE agiu para impedir tal invasão.
No que cerne aos protestos da torcida, faz todo sentido, na verdade, foi bem passivo. Em 2012, no embarque do Corinthians, não ocorreu o que ocorrerá com o Flamengo, onde um atleta que poderia se comprometer em fazer seu trabalho e noticiar tal decisão após finalização de participação no torneio, decidiu fazer antes. A bronca da torcida é por isso!
A torcida não protestou por Gerson sair, mas a forma que isso aconteceu e com a palavra dada pelo mesmo dias antes, durante a renovação do seu contrato até 2030. Haviam momentos melhores para notificar tal decisão, poderia apenas participar do torneio e notificar depois. Mas, ao invés disso, preferiu agir como agiu, roubando os holofotes às margens da partida para um campeonato tão importante, como fez seu amigo Gabriel Barbosa no ano passado, às vésperas da final da Copa do Brasil.
Não defendo ou compactuo com ações ocorridas no evento, que por sinal, foram inibidas rapidamente pelo BEPE. Essa comparação foi desnecessária, certamente o Corinthians naquela época, foi melhor.
Atualmente, mesmo com esses problemas, o Flamengo é o dono do pódio!
em Bate-Papo da Torcida > A diferença entre apoiar e invadir: Corinthians 2012 x Flamengo 2025
Em resposta ao tópico:
Galera, vamos falar sério por um instante.
Ontem o Flamengo embarcou para o Mundial da FIFA 2025 com cerca de 3 mil torcedores no Galeão. O que era pra ser uma festa virou confusão: bombas, gás de pimenta, confronto com a PM e até protesto contra jogador do próprio time. Isso tudo às vésperas de representar o Brasil no torneio mais importante do mundo para clubes.
Agora vamos voltar pra 2012.
No embarque do Corinthians rumo ao Japão, a Fiel simplesmente fez história. Foram mais de 15 mil pessoas no Aeroporto de Guarulhos, sem protesto, sem violência, sem divisão. Era só amor, devoção e orgulho. Chegando no Japão, outras 15 mil invadiram as arquibancadas, as ruas de Toyota, os metrôs de Nagoya. Foi um espetáculo que o mundo respeitou – e que a CNN americana chamou de 'invasão corintiana'. Gente que vendeu carro, moto, geladeira, tudo pra ver o Timão ser campeão do mundo.
Agora, eu pergunto: se o Corinthians fosse minimamente bem administrado, com transparência, profissionalismo e visão de futuro, quem segurava a gente? Com a força que temos nas arquibancadas e fora delas, a Fiel transforma qualquer estádio em casa. Com uma gestão à altura, seríamos praticamente imbatíveis.
O Flamengo tem gestão, tem estrutura, mas não tem metade da paixão que a nossa torcida mostrou – e mostra todos os dias, mesmo sendo constantemente maltratada por quem deveria cuidar do clube.
Chega de amadorismo! Chega de joguinho político, de desvio, de contratos nebulosos! A Fiel já provou que carrega esse clube nas costas. Só falta o Corinthians se carregar de verdade como instituição.
Com gestão, a Fiel leva. Sem gestão, a Fiel sofre.
Veja vídeo do embarque do Corinthians para o Mundial 2012.