'Seguranças da Arena de Itaquera encaminharam um documento à Global Security, ao Corinthians, à administração do estádio e aos departamentos de Recursos Humanos e Compliance solicitando a abertura de uma apuração administrativa sobre a condução das operações realizadas no local..
Os signatários afirmam que o Centro de Controle Operacional (CCO), por meio de orientações atribuídas à funcionária Ana, da empresa Kallimage, subordinada ao diretor Ricardo Okabe, braço direito do presidente Osmar Stabile, passou a interferir diretamente na rotina da Vigilância Patrimonial, extrapolando, segundo eles, a função de apoio operacional.
O relato aponta cobranças constantes, confirmações recorrentes de postos, interferências nas escalas e outras exigências que teriam comprometido a eficiência da operação e o ambiente de trabalho.
Os vigilantes também sustentam que diversas ocorrências passaram a ser atribuídas à equipe de segurança antes da conclusão das verificações, inclusive em situações que dependeriam do monitoramento por imagens do próprio CCO.
segundo o documento, isso resultou em questionamentos e responsabilizações considerados indevidos.
O documento menciona ainda relatos de profissionais do próprio CCO de que haveria orientação para intensificar o acompanhamento de determinados vigilantes, circunstância que, segundo os autores, poderá ser esclarecida por testemunhas durante eventual investigação.
Como consequência, os colaboradores afirmam ter passado a conviver com insegurança, desgaste emocional, receio de advertências, substituições e demissões.
Além do conteúdo do documento, uma fonte garantiu ao blog que situação seria ainda mais grave do que a descrita pelos funcionários.
Segundo esse relato, Ricardo Okabe teria solicitado o afastamento de um profissional após acusações que posteriormente se mostrariam indevidas.
Ainda de acordo com a fonte, o mesmo trabalhador teria sido procurado posteriormente pelo diretor para receber uma oferta de emprego no Corinthians, em uma iniciativa que é tratada como tentativa de abafar o caso.
Ao final, os funcionários solicitam apuração imparcial dos fatos, oitiva dos envolvidos, análise de registros de rádio, mensagens, imagens e demais documentos operacionais, verificação das atribuições do CCO e garantia de que não haverá retaliação contra os profissionais que colaborarem com as investigações.
CONDUTAS OPERACIONAIS E SOLICITAÇÃO DE APURAÇÃO
À Diretoria da Global Security;
À Diretoria do Sport Club Corinthians Paulista e da Neo Química Arena;
Aos Departamentos de Recursos Humanos e Compliance das instituições envolvidas.
Os colaboradores abaixo assinados apresentam o presente relato com o objetivo de registrar fatos vivenciados durante a execução de suas atividades profissionais e solicitar a devida apuração administrativa pelas instituições envolvidas, visando ao esclarecimento das situações relatadas e à preservação de um ambiente de trabalho pautado pelo respeito, profissionalismo e adequada condução operacional.
Os profissionais de Vigilância Patrimonial que atuam na Neo Química Arena apresentam este documento com o objetivo de registrar fatos vivenciados ao longo dos últimos meses e solicitar sua apuração administrativa pelas instituições envolvidas.
O presente relato não tem por finalidade antecipar conclusões ou imputar responsabilidades definitivas, mas expor situações que, na percepção dos colaboradores signatários, vêm comprometendo o ambiente de trabalho, a relação entre as equipes e a própria eficiência da operação de Vigilância Patrimonial.
segundo os colaboradores, houve aumento progressivo das intervenções operacionais realizadas pelo Centro de Controle Operacional (CCO), inclusive por orientações transmitidas pela Sra. Ana, integrante da empresa Kallimage, responsável pela operação do CCO, que, conforme comunicações operacionais recebidas pela equipe, eram em determinadas ocasiões apresentadas como solicitações do Diretor Ricardo Okabe.
Na percepção dos signatários, tais intervenções passaram a extrapolar o papel de apoio operacional normalmente esperado do CCO, influenciando diretamente a rotina da Vigilância Patrimonial por meio de cobranças recorrentes, confirmações constantes de postos, solicitações relacionadas às escalas e outras verificações operacionais.
Os colaboradores também relatam que, em diversas oportunidades, ocorrências passaram a ser inicialmente atribuídas à Vigilância Patrimonial antes da completa verificação dos fatos. Segundo os signatários, situações que dependiam do monitoramento por imagens nem sempre eram identificadas ou comunicadas em tempo oportuno pelo CCO e, posteriormente, acabavam gerando questionamentos direcionados às equipes de vigilância.
Também existem relatos de profissionais do próprio CCO que, segundo os colaboradores, informaram informalmente que determinadas orientações consistiam em intensificar o acompanhamento de vigilantes específicos. Os signatários afirmam possuir elementos e pessoas que poderão esclarecer esses relatos durante eventual procedimento de apuração.
Como consequência, diversos profissionais passaram a relatar insegurança, desgaste emocional, receio de sofrer advertências, substituições ou desligamentos e preocupação com a continuidade da operação.
Os colaboradores entendem que os fatos narrados envolvem tanto a gestão da empresa empregadora quanto aspectos da operação desenvolvida nas dependências da Neo Química Arena, motivo pelo qual solicitam que ambas as instituições promovam apuração imparcial dos acontecimentos.
Solicitações
Apuração imparcial dos fatos narrados.
Oitiva dos colaboradores signatários e das demais pessoas envolvidas.
Análise das comunicações operacionais, registros de rádio, mensagens, imagens e demais elementos pertinentes.
Verificação das atribuições exercidas pelo CCO em relação à Vigilância Patrimonial.
Garantia de que não haverá retaliação aos colaboradores que prestarem informações.
Os colaboradores signatários permanecem à disposição para prestar esclarecimentos, apresentar mensagens, áudios, registros operacionais e indicar testemunhas que entendam relevantes para o esclarecimento dos fatos, caso seja instaurado procedimento de apuração.
O presente documento representa os fatos vivenciados ou percebidos pelos colaboradores que o subscrevem, cabendo aos respectivos signatários a responsabilidade pelas informações por eles apresentadas.'
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