Adilson Cunha Apoiador
Dorival é fraco, perfil do CORINTHIANS tem que ser o mister Jorge Jesus
em Bate-Papo da Torcida > Dorival no Corinthians: Erro caro e sem resultado
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A decisão da diretoria do Corinthians em demitir Ramón Díaz e contratar Dorival Júnior representa, até o momento, uma das piores escolhas da temporada. Sob o comando de Dorival, o Corinthians vem apresentando atuações tecnicamente pobres, com jogos visualmente desagradáveis e um estilo excessivamente defensivo. À exceção da partida contra o Internacional, os demais confrontos foram marcados por vitórias magras, sofridas e sem qualquer brilho tático ou ofensivo. O padrão tem sido o mesmo: marca-se um gol e, em seguida, instala-se uma retranca.
É importante destacar que, independentemente de se gostar ou não do treinador, há indícios de que Dorival sequer tinha interesse real em assumir o clube. Inicialmente, a proposta apresentada por sua equipe era de R$ 1,5 milhão por mês. Pouco tempo depois, surgiram notícias de que seu filho — torcedor declarado do São Paulo — era contrário à sua vinda para o Corinthians. Coincidentemente, a pedida salarial foi reajustada para R$ 3 milhões mensais. Embora o clube não tenha aceitado esse valor integral, há rumores de que o salário final ficou entre R$ 2 e R$ 2,5 milhões mensais — um valor muito acima da proposta inicial.
Diante disso, cabe questionar: se o objetivo era demitir Ramón Díaz, por que não buscar um treinador de nível superior? Dorival Júnior, embora tenha passagens por grandes clubes, historicamente apresenta um aproveitamento mediano. Seus trabalhos são, em geral, pautados por resultados imediatos, mas sem consistência ou desempenho convincente — fator que, inclusive, contribuiu para sua saída do Flamengo.
No comando da Seleção Brasileira, Dorival também não foi capaz de resolver os problemas da equipe, mesmo contando com um elenco tecnicamente muito superior ao do Corinthians. Portanto, era razoável esperar que ele solucionaria as deficiências corintianas?
A escolha torna-se ainda mais questionável considerando que havia opções mais qualificadas disponíveis no mercado, como o técnico Luís Castro, ex-Botafogo. Embora alguns apontem que Luís Castro não conquistou títulos na Arábia Saudita, é fundamental contextualizar: à frente do Al-Nassr, enfrentava Jorge Jesus, técnico mais experiente e com elenco superior. Mesmo assim, Luís Castro obteve um aproveitamento superior a 70% e encerrou sua passagem com uma campanha projetada para 82 pontos em pontos corridos — desempenho altamente respeitável.
Além dos números, o Al-Nassr sob seu comando apresentava um futebol convincente e competitivo. Desde sua saída, o clube não só deixou de conquistar títulos como também perdeu o protagonismo nas competições locais. Em contrapartida, o Corinthians de Dorival, apesar de contar com um elenco superior ao do técnico anterior, Antônio Oliveira, não vence com autoridade, não convence e joga de forma até inferior.
Portanto, considerando o custo elevado da contratação, o retrospecto do treinador e a qualidade das opções disponíveis no mercado, a decisão da diretoria corintiana revela-se precipitada e mal planejada. Resta à torcida apenas esperar que os resultados melhorem — ainda que, até aqui, não haja indícios concretos para tal otimismo.



