Thi Dantas
2024, Corinthians vinha num draga lascada, eliminações para Flamengo e Racing. Grande jogo contra o Palmeiras e, no jogo seguinte, Corinthians encontra um esquema: 4 - 4 - 2 losango.
Hugo
Matheuzinho e Bidu com ultrapassagem dando amplitude.
Raniele fazendo a única coisa que sabe fazer, que é marcar (e olhe lá)
Carillo e Bidon mais centralizados, fazendo a transferência da defesa para o ataque e ajudando na marcação lateral.
Garro com toda liberdade para flutuar, armar o jogo, chegar à frente.
Memphis e Yuri centralizados, esperando passes nas costas da defesa, ou derivando para as pontas às vezes.
Romero, que não vinha tão bem, voltando a render centralizado, finalizando bem.
Um esquema encaixado, transição rápida, passes diretos no espaço vazio, jogo pelo meio usando os laterais como elementos-surpresas.
Era um meia mais experiente e melhor que o Bidon, um lateral para disputar com o Matheuzinho, e esse time ia continuar voando.
Volta, 2025, Ramón decide jogar com reservas por um bom tempo, dane-se que tem pré-libertadores, muda o esquema dos esquemas para um 4-3-3 ridículo. Perde Garro...
Ganha o Paulistão sem jogar muito bem, e mantém o 4-3-3 no Brasileirão, com Memphis e Romero abertos, dois jogadores 30+ e sem nenhuma condição de fazerem a função.
Aí chega o Dorival, campeão no Flamengo e no São Paulo sem extremos.
O que ele faz? Romero e Carillo abertos de novo, em um 4-1-4-1, com Raniele e Bidon com chegada na entrada da área, e principal alternativa ofensiva cruzamento de linha de fundo pelo Angileri. Sem contar o Carillo, de 33 anos, que não era ponta havia anos, isolado na direita, com um lateral que é um zagueiro improvisado.
Na moral, era mais fácil acertar do que errar.
Comosics alguém achou que valia a pena jogar todo o progresso que teve no lixo?
em Bate-Papo da Torcida > Como destruir um time em cinco meses






