Patricia Falcão
É uma torcida que não quer que o clube melhore, não pensa grande, foi infectada pelo PSJ que quer o clube pequeno
em Bate-Papo da Torcida > A torcida mais buhrra do Brasil ataca novamente
Em resposta ao tópico:
Mais um vexame em casa, mais uma noite em que os jogadores saem de campo sem vaias, sem pressão, sem sentir o peso do fracasso. O Corinthians já não impõe medo a ninguém - nem em campo, nem na arquibancada.
Enquanto torcidas como a do Flamengo e do Palmeiras cobram seus atletas até mesmo nas vitórias, exigindo sempre mais, a Fiel parece satisfeita com pouco. Apoia incondicionalmente, mesmo quando o time mostra um futebol patético. Esse comportamento passivo transforma o clube em coadjuvante. E o pior: isso já virou rotina.
É impossível não questionar se parte disso está ligada ao nível de consciência crítica do torcedor corintiano. Há uma falta de discernimento generalizada, uma aceitação quase cega, como se o simples fato de 'ser Corinthians' bastasse. O clube está sendo guiado pela emoção pura, sem qualquer traço de racionalidade ou exigência de excelência. Isso não é amor incondicional - é acomodação.
O exemplo mais gritante dessa cegueira é o culto irracional a Ángel Romero. Um jogador limitado tecnicamente, que estaria longe de ser titular em qualquer elenco competitivo do Brasil, é tratado como ídolo absoluto por boa parte da torcida. Isso não é paixão - é falta de critério. É idolatria pela mediocridade. Enquanto outros clubes repudiam a insistência em jogadores fracos, no Corinthians se aplaude. Isso explicita, sim, um déficit de análise, uma ausência de senso crítico - um traço preocupante do baixo nível intelectual que tem dominado parte da torcida.
Se a torcida não evoluir em sua capacidade de análise, se continuar tratando ídolos superados como intocáveis e jogando no lixo qualquer senso de cobrança, o Corinthians vai continuar afundando. Torcida que não cobra, que não pressiona, que não pensa, vira cúmplice da mediocridade.
Está na hora de parar de romantizar a omissão e começar a agir como uma torcida grande - que ama, mas também exige.


