Antonio Feresin
Meu velho pai sempre me falou; a profissionalização acabou com o futebol.
em Bate-Papo da Torcida > Os rumos do futebol brasileiro
Em resposta ao tópico:
Desde a profissionalização do futebol as mudanças não pararam de acontecer. Óbvio. Nem poderia ser diferente.
Porém os tubarões das finanças já vislumbravam a grande oportunidade. Salários maiores, jogadores intercontinentais, necessidade de patrocinadores, poder, status, vaidade.
A desonestidade é assim. Quando a paixão causa cegueira o oportunismo fica inevitável.
Com a infiltração dos tubarões da jogatina, tráfico, política e empreendedores os interesses próprios ficaram evidentes, mas bem amparados.
Passado um tempo a Lei Pelé tornou o atleta futebolístico hipervalorizado, chegando ao ponto custar o valor de um estádio, já saltando de um trabalhador, um funcionário para um sócio do clube porque além de salário exige participações em títulos, renovações antecipadas, valorizações, compensações. Enfim, a instituição não possui proteção alguma contra a má fé e a tendenciosidade dos negócios já que nos bastidores o discurso é uníssono, ou seja, a oposição sucumbe sem pudores às cifras astronômicas que rondam o caixa do clube.
Quem defende os clubes? Quem protege os interesses dos torcedores?
O rumo do futebol brasileiro é tenebroso, obscuro. E isso tem se tornado o novo normal do esporte. Arbitragens catastróficas, diretorias mafiosas, rombos estratosféricos, corrupção, conluios, favorecimentos, sonegações, processos intermináveis. Uma indústria bilionária que trabalha à vontade, faminta e superprotegida.

