Alessandro Anderson
Antes de debater o mérito da questão, a minha decisão sobre o futuro dos Diaz se a caneta do Presidente estivesse em minhas mãos: demissão.
Não o considero um técnico realmente ruim, como há muito tempos estávamos acostumados, mas sim acima da sofrível média dos nossos técnicos tupiniquins, mas nada de um nível altamente superior também.
Nos salvou do rebaixamento ano passado, com aquela incrível arrancada e vitórias em sequências somadas com um bom futebol propositivo demonstrado, além da conquista histórica do Paulistão deste ano quebrando um jejum de 6 anos contra o nosso maior rival.
Mas as eliminações nas Copas passadas desperdiçando ótimas chances em nossas mãos, do vexame da Pré-Libertadores deste ano, junto com a sua leitura de jogo lenta, suas substituições falhas, a insistência em modelos de jogos engessados (Yuri de pivô, Depay longe do ataque sem conseguir tabelar ou fazer associações, como um ponta sem velocidade, em sua idade atual, etc), teimosia burra em jogadores de baixíssimo nível (Donelli, Hugo ano passado, Félix Torres, Romero, etc), seu comprovado estilo de jogo desequilibrado defensivamente, falta de oportunidades para determinados jogadores pedindo passagem (Talles Magno início do ano, Felipe Longo na sombra do Donelli mesmo com suas falhas, Coronado ano passado na sua fase inspirada da Sul-Americana, etc) também pesam negativamente em sua conta.
Destacado os pontos positivos juntamente com os negativos, não creio que haverá evolução no trabalho desta comissão técnica, pois já atingiu o seu teto, na minha opinião.
Muito obrigado pela quebra do jejum de 6 anos, o título do Paulistão em cima da Porcada e por nós salvar do rebaixamento com uma arrancada histórica, em troca, não lembraremos do vexame da Pré-Libertadores, das eliminações patéticas nas Copas do ano passado além do seu modelo de jogo engessado e extremamente frágil defensivamente.
Adiós, Diaz!
em Bate-Papo da Torcida > Análise sincera e de cabeça-fria sobre os Diaz!


