Deco 20
Que curioso... Eu já vejo a Lei Pelé de forma totalmente oposta, com os clubes como verdadeiros reféns de jogadores. Só concordo quanto ao papel dos empresários.
Mas, hoje, vejo os jogadores com muitas regalias, contratos astronômicos, muitas vezes sem desempenhar nada em campo. Os caras recebem valores absurdos e, independentemente do retorno, o clube não tem poder nenhum pra rescindir ou renegociar.
Só pegar casos recentes com o próprio Corinthians, como Rojas ou Luan. Em ambos o time deveria ter finalizado os contratos, por falta de rendimento, mas graças à lei, foi obrigado a cumprir os vínculos na íntegra. Do Rojas ainda pior, que o jogador foi liberado, conseguiu assinar com outro time e ainda vai receber 100% do contrato com o SCCP.
em Bate-Papo da Torcida > Opinião impopular sobre o caso de aliciamento de jogador
Em citação ao post:
Não é nada impopular, é um ponto de vista muito sensato. Os mais velhos vão lembrar que (no profissional) antigamente existia a Lei do Passe, ou seja, os jogadores eram 'propriedade' do clube, que vendia o passe pra outra time. Acabaram com ela, quando surgiu a Lei Pelé, que teoricamente era uma alforria dos jogadores, que teriam mais liberdade. Na prática, nada mudou. Os clubes são perversos nessa relação com jogadores, e de lá pra cá ganhou muita força a terrível figura do empresário. Ou seja, não só a Lei Pelé não resolveu nada, como ampliou pra base também. Os clubes e os empresários mandam na boleirada, desde criança... Uma tristeza.