Claudio Peixoto
O Corinthians foi a maior vítima da máfia do apito de 2005, pelo menos no longo prazo.
Depois de ganharmos o título daquele ano, a mídia criou o estigma de clube beneficiado pela arbitragem, dando ampla repercussão aos erros que nos beneficiavam, e fingindo demência nos erros que nos prejudicavam.
Essa campanha foi tão eficiente que atingiu até a nossa torcida e dirigentes. Os Corinthianos demonstravam até uma certa vergonha de reclamar da arbitragem, e sempre levavam o foco para as falhas do time e da diretoria.
Com isso, por anos o Corinthians foi prejudicado e ficou por calado.
Porém, por causa da manipulação da data do jogo de volta da Copa do Brasil, e somada a arbitragem tendenciosa à favor do São Paulo, fez com que a diretoria se movesse e subisse o tom contra a CBF.
O resultado colhemos no jogo. Houve uma boa arbitragem, majoritariamente imparcial. Podemos até reclamar que o VAR não chamou para possíveis expulsões de Flamenguistas, mas eu tenho convicção de que em outro momento do ano aquelas linhas de impedimento teriam sido traçadas diferentemente e eles dariam o gol para os mulambos.
E vai aí uma teoria da conspiração: se o plano da CBF é favorecer o Flamengo no jogo da volta, não se surpreendam se no jogo contra o inter e no contra o Atlhetico a arbitragem nos beneficie, para criar um ambiente que iniba a pressão sobre o árbitro do jogo da volta da Copa do Brasil.
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