Talita
Vi um editorial do Kim há pouco que traz notícias da 2° metade do século 19, jornal ESSO, relatando que as famílias Jhon Dhere e Rockefeller interviam na política do país para não permitir a extração de petróleo. O petróleo continua lá, enquanto outras nações enriqueceram com o petróleo.
Também, há poucos meses, macros esteve na Amazônia repetindo o discurso antigo. Em seguida, atravessou o Rio, e comemorou na Guiana francesa os números da economia em razão da extração do petróleo.
E o Brasil, assim como seus vizinhos, continua pobre, homenageando seus exploradores com Libertadores da América.
em Bate-Papo da Torcida > CBF: Reflexo do Brasil Corrompido
Em resposta ao tópico:
Lembro-me de quando estava na faculdade de Ciências Sociais, tive a oportunidade de estudar Sérgio Buarque de Holanda e seu clássico livro Raízes do Brasil. Em uma das aulas, exploramos o conceito de patrimonialismo na esfera pública: o Estado sendo utilizado para atender aos interesses privados. O historiador e sociologo conclui que a construção política brasileira muitas vezes não sabe discernir entre o interesse individual e o coletivo, pois as esferas pública e privada se misturam de forma prejudicial.
Agora, você pode se perguntar: o que isso tem a ver com a CBF e o Flamengo? Simples. A relação entre a CBF, uma instituição que deveria preservar a imparcialidade entre clubes brasileiros, é marcada por práticas clientelistas, onde clubes ou federações estaduais recebem favores ou privilégios em troca de apoio político. Exemplo: Podem receber benefícios, como decisões favoráveis em arbitragens, maior facilidade na negociação de direitos de transmissão ou, até mesmo, acesso privilegiado a recursos financeiros da instituição.
No caso de Ednaldo Rodrigues, que precisou de respaldo não apenas jurídico, mas também do apoio dos clubes para se manter no poder, vemos um exemplo claro dessa dinâmica. Ele utiliza sua governança na CBF para retribuir esses favores, perpetuando o ciclo de troca de benefícios e apoio, típico do patrimonialismo descrito por Sérgio Buarque.
Essa confusão entre o coletivo e o privado, tão bem analisada por Sergio Buarque de Holanda, ecoa de forma evidente no futebol brasileiro, onde interesses pessoais e políticos se sobrepõem aos interesses coletivos e à imparcialidade que deveriam prevalecer em uma instituição como a CBF.


