Jones Veiga
Não me lembro de ver um planejamento esportivo baseado em milagre como estamos vendo atualmente.
É uma capacidade absurda de pensar pequeno e de acreditar na ilusão de que vamos triunfar e vencer campeonatos sem jogar bola.
Isso passa pela torcida, quando leio que no jogo de ontem o GIULIANO mudou o jogo, passa pela comissão técnica, quando escuto a entrevista do treinador falando que a estratégia era não jogar futebol e tentar a sorte nos pênaltis e da diretoria, que está alimentando essa ilusão e presa a um não-planejamento.
O Giuliano é um meia, uns dos mais experientes, que ganha uns dos maiores salários do elenco, e tem gente que se contenta quando ele acerta passes em um jogo que fomos massacrados antes e depois que ele entrou no jogo. Ainda perde um pênalti decisivo. Estamos tão acostumados com rendimentos pífios que quando os atletas fazem o básico, elogiamos.
Estamos tão acostumados a sofrer que esquecemos que temos uma das maiores folhas de pagamento da América do sul entregues a um treinador que vem a público falar que a estratégia é sofrer e tentar a sorte nos pênaltis. Ai vemos alguns absurdos como foi o desempenho contra o SP e o de ontem contra o Estudiantes, o time não tem esquema nenhum, é totalmente baseado no acaso, às vezes achamos um gol. O time SÓ SOFRE.
A diretoria está presa aos seus erros. Assinou com um ex-treinador, que ainda trabalha com base em discurso. Não temos um padrão tático, Chegamos à semi-final de uma Copa do Brasil, ninguém sabe como, da mesma forma que ninguém sabe como chegamos à semi-final da Sul-americana. E com isso vamos levando.
O que nos resta é ESPERAR POR UM MILAGRE. O problema é que se esse milagre acontecer, GIULIANO, LUXEMBURGO E DUÍLIO vão virar gênios.